<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506</id><updated>2012-01-01T02:01:32.089-08:00</updated><title type='text'>Cofre Aberto</title><subtitle type='html'>Poesia e alguma vida também</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-2586658699092905070</id><published>2011-03-30T09:40:00.001-07:00</published><updated>2011-03-30T09:48:45.502-07:00</updated><title type='text'>TRVE</title><content type='html'>Completei há dias o meu segundo conto para o livro a editar pela Gailivro em Maio. Chama-se TRVE (lê-se true) e é uma história sobre Natalie Mayer, a escritora de vampiros mais vendida no mundo, e a homenagem que lhe fazem no Salon du Libre em Paris. Fica um excerto, espero que gostem:&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 32px; "&gt;Margarita olhou e respirou fundo. Tudo isto tinha sido ideia de Cecília, Ceci, a implacável manager de Natalie, que várias vezes reduzia o seu gosto apenas aquilo que funcionava, não olhando a tradições ou a reivindicações de pureza. Uma acção de Natal, com Natalie, no &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Great Mall of América&lt;/i&gt;, em Minneapolis, nos Estados Unidos, tinha ficado famosa. Cecilia tinha enchido o centro comercial com os seus Pais Natal/Vampiros, que distribuíam gomas vermelhas pelas crianças e envelopes vermelhos com saudações de Natal vampíricas e marcadores do livro novo de Natalie. Mandou montar dentro do centro uma montanha russa, obrigando a administração a desmontar a montanha russa residente, para a substituir por uma, desenhada pelos criadores do cenário dos filmes adaptados dos livros de Natalie. Entrava-se por uma boca gigante, com os caninos afiados e subia-se vertiginosamente para depois cair a pique, passando os carros (todos vermelhos em forma de cálices curtos) por uma poça de sangue falso. Hologramas das personagens dos filmes interagiam com o comboio, seguindo as pessoas, sentando-se ao lado delas, quase palpáveis, culminando tudo numa recta velocíssima, e cheia de &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;suspense&lt;/i&gt;, entrando num flash vermelho nos olhos de Stuart, o vampiro protagonista da história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:200%;mso-pagination:no-line-numbers"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt;line-height:200%;mso-pagination: no-line-numbers"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Do outro lado milhares de pessoas sujas e molhadas de sangue falso, compravam toalhas do &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;merchandise&lt;/i&gt; oficial de Natalie. Tinha sido um sucesso! Passaram pelo centro nesse dia mais de cem mil pessoas e praticamente todas estavam agora em casa, a saborear o entretenimento de Natal, a aquecerem-se às lareiras, lendo as aventuras de Stuart, Celta, Robinson, Vix, Noctis, no liceu, na universidade, no campus, nas florestas irreais dos subúrbios, disputando, golpe a golpe, fala a fala, os destinos de todos os vampiros desta geração."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt;line-height:200%;mso-pagination: no-line-numbers"&gt;"Por isso, Maeva e a sua posse, mantiveram os cumprimentos curtos e eficazes. Afinal percebiam como ninguém que o corpo é apenas a concha mortal da interioridade que nos manipula e nos faz materializar através da técnica artística o mundo interno que se vive, a missão que ele cumpre e a inscrição sensorial dessa mensagem, estado, pensamento, emoção. Maeva sabia perfeitamente que aqueles quatro seres e os seus acólitos que inauguravam e fechavam a procissão edipiana da banda até às margens do povo and &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;back&lt;/i&gt;, eram quatro invólucros de fibras, ossos, carnes e nervos, aos quais agradecia a espreitadela ao seu interior, o turbilhão de electrónica, de palavras acesas como lâmpadas que queimam os olhos, pelo ritmo e pela coragem e principalmente pela confirmação da sua mortal profundidade.&lt;/p&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:200%;mso-pagination:no-line-numbers"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span lang="PT" style="font-size:12.0pt;font-family:Cambria;mso-ascii-theme-font: minor-latin;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language:EN-US"&gt;Maeva elaborava nesta teoria da mortal profundidade com os seus amigos na &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;bistro&lt;/i&gt; da família de, nunca se percebia de onde, nesta teoria de que eles e quem se juntava a eles eram apenas a tal concha, o tal invólucro mortal, como a banda, uma espécie de organismo, de corpo que transportaria o sangue, a mensagem, a informação e executaria o plano conforme ela e Nobby, que reclamavam para si o estatuto metafísico de alma, uma coisa entre corpo, coração, cérebro. O núcleo duro ali sentado seriam as pernas, as tetas, a massa cinzenta, os braços, os dedos. Teriam de se desresponsabilizar do mundo, das terras, dos amores e concentrarem-se na vingança sobre quem tinha vestido à sua raça milenar pólos da &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Lacoste&lt;/i&gt;, sapatos da &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Diesel&lt;/i&gt;, calças da &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Levis&lt;/i&gt;. Até agora o plano tinha corrido às mil maravilhas. O concurso, o desenho da estrutura, a sua montagem, as identificações falsas. Maeva trabalhava, sobre o jocoso aliás de Madeleine Crouton, já há mais de dois meses no pavilhão 1 do Salão do Livro."&lt;/span&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size:12.0pt;font-family:Cambria;mso-ascii-theme-font: minor-latin;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language:EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span lang="PT" style="font-size:12.0pt;font-family:Cambria;mso-ascii-theme-font: minor-latin;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language:EN-US"&gt;resto de boa semana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-2586658699092905070?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/2586658699092905070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=2586658699092905070' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2586658699092905070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2586658699092905070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2011/03/trve.html' title='TRVE'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-4437160950525091561</id><published>2011-03-21T10:13:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T10:26:24.815-07:00</updated><title type='text'>No dia mundial da poesia</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;&lt;b&gt;"Um poema nunca se acaba, abandona-se"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times; font-size: medium; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Times;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times; font-size: medium; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif;font-size:100%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Times;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal; font-size: medium;"&gt;Paul Valéry&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;No Dia Mundial da Poesia, relembro a todos o poema de Padrón, já aqui publicado numa outra ocasião. As boas coisas tem uma autorização superior para serem repetidas. Os contos evoluem da melhor maneira, conto acabá-los muito em breve e enviá-los para revisão. A capa do livro que conterá os dois contos será executada por João Maia Pinto. Boa semana a todos. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(http://www.facebook.com/people/João-Maio-Pinto/1462479804)&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', Times, FreeSerif, serif; font-size: 13px; line-height: 18px; "&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mais que um filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um filho, é um escravo, o poema.&lt;br /&gt;É parte dos teus sonhos indomáveis,&lt;br /&gt;Um farrapo da tua alma sucessiva,&lt;br /&gt;Um monte de palavras que salva a tua memória&lt;br /&gt;Dos momentos plenos do deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes é o eco incompreendido&lt;br /&gt;Da tua própria consciência ou de outro sangue&lt;br /&gt;Que em ti palpita sem que tu o saibas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema é um corpo abstracto, talvez um ser&lt;br /&gt;Misterioso de que és o seu deus único.&lt;br /&gt;Podes embelezá-lo ou deformá-lo&lt;br /&gt;Com a perversidade de um tortuoso castigo&lt;br /&gt;Até torná-lo céptico, canalha ou taciturno,&lt;br /&gt;Perante a lucidez dura de teus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há poemas obscuros e assassinos&lt;br /&gt;que nos espiam com a sua adaga levantada&lt;br /&gt;há outros juvenis, tersos, apaixonados,&lt;br /&gt;cuja directa luz desnuda o fogo.&lt;br /&gt;Também os há ociosos, brigões, lascivos,&lt;br /&gt;Curiosos ou ignorantes que perguntam&lt;br /&gt;Sem que jamais possamos responder-lhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um poema é, enfim, um látego desditoso&lt;br /&gt;Uma alma solitária trespassada de repente&lt;br /&gt;Pela densa dor que o convoca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JJ Padrón&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-4437160950525091561?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/4437160950525091561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=4437160950525091561' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/4437160950525091561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/4437160950525091561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2011/03/no-dia-mundial-da-poesia.html' title='No dia mundial da poesia'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-1382690403599023236</id><published>2011-03-10T08:54:00.001-08:00</published><updated>2011-03-10T09:04:27.125-08:00</updated><title type='text'>Cabaret Seixal e excerto do conto Exercício de Cidadania</title><content type='html'>Queria agradecer a todos quantos foram ao Seixal. Foi uma noite muito bem passada, feita de cumplicidades e ambiente. Um abraço em especial ao Charles, pelo convite e pela hospitalidade! E outro David Soares que nos falou do bem e do mal com a mestria habitual.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este conto,  juntamente com outro de nome TRVE, será parte da colecção de mitos urbanos, com a chancela Gailivro (grupo Leya), a editar em livro em meados de Maio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O conto Exercício de Cidadania narra a história de ZP, um serial killer, que caça politicos. Não é intervenção, é ficção. Enjoy!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 32px; "&gt;ZP não chamava a atenção. Corria o pais na sua carrinha. Ficava em pensões e hotéis de três estrelas no máximo pagos pela Hidromundo (gota a gota matamos a sede do planeta). Comia na pensão e guardava sempre o cartão de visita que vinha agrafado às facturas. Cada vez que repetia uma cidade, repetia a hospedaria. Planeava o seu mapa-morte de acordo com as suas deslocações, intervalando sempre a caça com um esquema simples:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;    &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-indent:-18.0pt;line-height:200%; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria;mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Nunca matava na primeira visita embora observasse a vítima no seu habitat. Os trabalhos de fiscalização e de administração duravam três a quatro dias sempre. Cobria a cidade mas também os arredores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-indent:-18.0pt;line-height: 200%;mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ascii-font-family:Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria; mso-hansi-font-family:Cambria;mso-bidi-font-family:Cambria;mso-ansi-language: PT"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;À segunda ou terceira visita efectivava o crime, despejando os corpos em ambientes sempre coincidentes com os desaparecimentos. Por exemplo, quem se afogasse, ficava nas margens, escondido de uma maneira que levasse cerca de dois ou três dias a encontrar. Neste âmbito inclua casas, planícies, sítios em obras, que tinham a vantagem de encerrar em si desde logo a própria história, sem grandes perguntas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-indent:-18.0pt;line-height: 200%;mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ascii-font-family:Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria; mso-hansi-font-family:Cambria;mso-bidi-font-family:Cambria;mso-ansi-language: PT"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Não deixava pistas ou então criava artificialmente vestígios que esbarrassem nas burocracias e nas perícias técnicas da Policia, que conhecia e tinha estudado e que sabia que estavam limitadas aos cortes de orçamentos tantas vezes assinados por vítimas ou candidatos a vítimas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="text-indent:-18.0pt;line-height:200%; mso-list:l0 level1 lfo1"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ascii-font-family: Cambria;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-hansi-font-family:Cambria; mso-bidi-font-family:Cambria;mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;span style="mso-list:Ignore"&gt;-&lt;span style="font:7.0pt &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;Acompanhava os casos até uma certa altura, desfazendo-se depois de todos os registos que o pudessem ligar ao acontecimento. Usilva fazia exactamente o mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:200%"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT"&gt;ZP era uma pessoa dupla. Essa qualidade permitia-lhe uma flutuação de sentimentos. O sexo e a morte era ideias rápidas e violentas. Não lhe ocupavam o tempo suficiente a ideia. Assim, mantinha-se longe da pulsão até bem perto do principio e do fim do acto. Tinha um gatilho que desligava e lhe permitia a banalidade de pensamento e de acção. Comia o bife da casa no restaurante de pensão em Alfandega e este merecia-lhe tanta consideração como o bandido que fazia as cooperativas da sua terra fecharem e os trabalhadores suicidaram-se ou se entregarem ao ócio e aos vícios, falecendo em vida. Nunca tinha comentado os seus métodos como ninguém e até Usilva sabia, apesar das insistências deste, apenas informações gerais, algumas até por via indirecta. Era como jogar as cartas. Usilva sabia que cartas tinham calhado a ZP mas durante o jogo, havia um puxão da toalha que cobria a mesa, os copos entornavam o vinho que bebiam, as garrafas de cerveja explodiam espumosas nas cartas, tudo se misturava, o jogo tinha ido até ao limite, nunca chegando ao fim. Depois de limpa a mesa, baralhavam, partiam e tornavam a dar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:200%"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT"&gt;Não era de poucas palavras. Nem de muitas. Não vivia na escuridão, nem na luz. Participava na área cinzenta como quem sai para dar uma volta ao parque e volta para casa sem ser visto por ninguém. Não era cruel mas sabia sê-lo perante as medidas. Não se sentia um justiceiro, nem um matador e sabia que nunca iria ser um herói. Tinha, contudo, uma ideia de justiça que lhe parecia colorir a sua vida banal e como aquele homem que vive e vai todos os dias ao café, à campa da sua mulher colocar flores, ao quiosque comprar o jornal, o bom dia à empregada da portagem, que vai dar uma volta com o cão, que compra todos os dias o pão, duas carcaças, dois integrais, até se tornar invisível nas suas acções, parte da rua como a árvore da esquina, o marco antigo do correio, as bilhas de gás atadas por correntes à porta da mercearia. O chão que se pisa sem olhar. Como o chinês, transformado no que o rodeia. Camuflagem simples, despretensiosa, aproveitando a indiferença dos rostos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height:200%"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language: PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span lang="PT" style="font-size:12.0pt;font-family:Cambria;mso-ascii-theme-font: minor-latin;mso-fareast-font-family:Cambria;mso-fareast-theme-font:minor-latin; mso-hansi-theme-font:minor-latin;mso-bidi-font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;mso-ansi-language:PT;mso-fareast-language:EN-US"&gt;Tinham sido até agora, vinte três. No norte do pais, terreno fértil de corrupção, tinha despachado dez.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Acidentes de carro, acidente de caça, queda em poço. No Sul, apenas dois até agora. Caramba, tinha crescido por lá. Enforcamentos. No centro do país, com uma área mais extensa, do litoral ao interior, os restantes. Queda de andaime em pleno dia, ataque cardíaco depois de almoço farto, afogamentos em barragens, morte súbita." &lt;/span&gt;&lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-1382690403599023236?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/1382690403599023236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=1382690403599023236' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1382690403599023236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1382690403599023236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2011/03/cabaret-seixal-e-excerto-do-conto.html' title='Cabaret Seixal e excerto do conto Exercício de Cidadania'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-3369038219588302537</id><published>2011-02-23T12:59:00.000-08:00</published><updated>2011-02-23T13:41:54.368-08:00</updated><title type='text'>Já amanhã na FLUL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-QU9FstzNOO0/TWV-p_NTg0I/AAAAAAAAABw/8q6QOKIYj3k/s1600/image002.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 140px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-QU9FstzNOO0/TWV-p_NTg0I/AAAAAAAAABw/8q6QOKIYj3k/s400/image002.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577002973375202114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="Default"    style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm;    text-align: justify; line-height: 24px; font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;color:black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=" line-height: 22px;  font-size:11pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Fernando Ribeiro dos Moonspell dá Lição na Reitoria da Universidade de Lisboa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Default"    style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm;    text-align: justify; line-height: 24px; font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;color:black;"&gt;&lt;span style=" line-height: 22px;  font-size:11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Default"    style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm;    text-align: justify; line-height: 24px; font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;color:black;"&gt;&lt;span style=" line-height: 22px;  font-size:11pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Amanhã, Fernando Ribeiro dá uma Lição, às 18 horas, na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa, subordinada ao tema, Filosofia e Rock - como viver no mundo da poesia eléctrica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Default"    style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm;    text-align: justify; line-height: 24px; font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;color:black;"&gt;&lt;span style=" line-height: 22px;  font-size:11pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Default"    style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm;    text-align: justify; line-height: 24px; font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;color:black;"&gt;&lt;span style=" line-height: 22px;  font-size:11pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;O ciclo Cem Lições, inserido nas Comemorações dos 100 Anos da Universidade de Lisboa, está a decorrer desde 24 de Janeiro a 12 de Maio, de segunda a sexta, às 18h. na Sala de Conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" line-height: 19px;  font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Isabel Alçada, António Costa, António Lobo Antunes, Francisco Pinto Balsemão, António-Pedro Vasconcelos, Elisabete Jacinto, José Mário Branco, Lídia Jorge, Manuel João Vieira, Maria João Seixas, Maria José Morgado, Teresa Patrício Gouveia são alguns dos antigos alunos que regressam às cadeiras da Universidade de Lisboa, para darem 100 Lições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Default"    style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm;    text-align: justify; line-height: 24px; font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;color:black;"&gt;&lt;span style=" line-height: 19px;  font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="Default"    style="margin-top: 0cm; margin-right: 0cm; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0cm;    text-align: justify; line-height: 24px; font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;color:black;"&gt;&lt;span style=" line-height: 19px;  font-size:10pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FFFFFF;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Conto convosco. Um abraço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-3369038219588302537?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/3369038219588302537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=3369038219588302537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3369038219588302537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3369038219588302537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2011/02/ja-amanha-na-flul.html' title='Já amanhã na FLUL'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QU9FstzNOO0/TWV-p_NTg0I/AAAAAAAAABw/8q6QOKIYj3k/s72-c/image002.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-8706811640285248499</id><published>2011-02-18T11:23:00.000-08:00</published><updated>2011-02-18T11:29:05.150-08:00</updated><title type='text'>A vista do meu quarto</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;A Terra conseguiu a atenção das chuvas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;O chão molhado, a silvar esta ausência de ti&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Numa estação próxima, alguém corre para apanhar o tempo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Tonitruante, a utilização das linhas que te levarão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;A saber colheres o insulto e fazer dele algo que possas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;E devas usar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Bloqueado pela madeira da porta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Alguém abre lá fora a paisagem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;De um cenário doméstico&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Há um cheiro a calor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Há sangue no chão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Há um principal suspeito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;De faca na mão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;As chuvas acabaram por violar o teu voto de confiança&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;À estação ninguém chegou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Todos partiram em silêncio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;A tua sombra tornou-se maior &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;É o Sol que nasce&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Ignorante do crime&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Ignorante do fim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Queimando a pele&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Dizendo que sim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;PS: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Dia 24 de Fevereiro estarei na Reitoria da Faculdade de Letras no âmbito da iniciativa 100 Lições a partir das 18.00. Darei informação mais detalhada do tema aqui e no facebook em breve. A entrada é livre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT" style="mso-ansi-language:PT"&gt;Dia 25 de Fevereiro estarei no Cabaret Seixal (http://www.myspace.com/cabaretseixal/blog/541976887) e irei ler poemas do meu próximo livro de poesia Purgatorial bem como excertos de um dos contos/mitos urbanos que estou a escrever para a Gailivro e que se chama Exercício de Cidadania (sobre um serial killer que mata politicos). Mais informação no meu facebook.&lt;/span&gt; O bilhete custa 4€.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Gostava muito que aparecessem. Bom fim de semana!&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-8706811640285248499?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/8706811640285248499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=8706811640285248499' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/8706811640285248499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/8706811640285248499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2011/02/vista-do-meu-quarto.html' title='A vista do meu quarto'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-2611727329879768185</id><published>2011-02-13T07:40:00.000-08:00</published><updated>2011-02-13T12:52:41.449-08:00</updated><title type='text'>escolha uma opção</title><content type='html'>&lt;div&gt;ao contrário dos outros,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a fragilidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;nas ruas corro atrás da vida&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o meu tempo medido pelas coisas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que consigo fazer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;no regresso lamento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;o que ficou por fazer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;os lábios tocam o vidro&lt;/div&gt;&lt;div&gt;parece a pele de alguém&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que acabou de acordar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quente de um sonho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez alguém numa outra rua da Terra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;repita os meus passos &lt;/div&gt;&lt;div&gt;num caminhar lento que respira suave&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sobre um chão de folhas caídas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;no passeio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;de volta a casa, alegre talvez&lt;/div&gt;&lt;div&gt;contando as pequenas vitórias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;do dia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;a cabeça toca a leveza das almofadas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sente-se a liberdade da tarde que parte&lt;/div&gt;&lt;div&gt;fecham-se as janelas da sala&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sobre uma tranquilidade maior&lt;/div&gt;&lt;div&gt;que todo o tempo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;compensando o que fica por fazer&lt;/div&gt;&lt;div&gt;no &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-2611727329879768185?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/2611727329879768185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=2611727329879768185' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2611727329879768185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2611727329879768185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2011/02/escolha-uma-opcao.html' title='escolha uma opção'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-2660980497983319751</id><published>2011-02-04T12:08:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T12:21:39.733-08:00</updated><title type='text'>Em nome de uma fome maior</title><content type='html'>Há uns meses a esta parte, deixei simplesmente de publicar aqui, porque o último poema que aqui publiquei, foi como um espelho partido da dor causado pela morte de um amigo próximo, jovem, um irmão.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje aqui volto, espero ainda encontrar-vos. A vida prossegue, sem nós sabermos, em nome de uma fome maior:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;&lt;b&gt;Em nome de uma fome maior&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Helvetica;"&gt;Há que começar finalmente a beber&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Helvetica;"&gt;a água das chuvas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;para que possamos deixar de ser&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;aqueles que apenas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;antecipam a sede&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;há que começar a viver&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;para deixarmos de ser&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;aqueles que apenas observam e apontam em cadernos tristes&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;tudo e todos quantos chegaram ao fim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;há que fazer de cada palavra uma jóia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;há que fazer de cada palavra uma fortaleza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;de cada detalhe um mundo &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Helvetica;"&gt;de minúcia brilhante &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Helvetica;"&gt;de&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Helvetica;"&gt; cada som toda uma linguagem&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;de labirintos transparentes onde possamos encontrar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt; os nossos e confundir os outros&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;aproveitemos o facto de respirarmos ainda&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;para responder às ofensas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;de quem nos quer mal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;nunca perdoando&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;deixemos o perdão, este perdão para as ficções&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;dos inuteis &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;patrulhemos com a verdade dos nossos exércitos e armas brancas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;as terras que nos dão chão e ar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;que nos matam a fome, a sede e a expectativa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;que nos fazem ser alguém mais do que aquele ninguém&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Helvetica;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Helvetica;"&gt;tudo o que fazemos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;o estranho, o discutível, o polemico, o invisivel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;é feito em nome de uma fome maior&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;tudo o que somos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;devorado por esse apetite da alma&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;quem entende será acolhido à nossa mesa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;quem nos despreza receberá a chicotada &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Helvetica; mso-bidi-font-family:Helvetica;"&gt;de ter de viver com o nosso sorriso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Helvetica;"&gt;nunca sabendo quando é ele&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Helvetica;"&gt;verdadeiro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Helvetica;"&gt;ou &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt;mso-pagination: none;tab-stops:28.3pt 56.65pt 85.0pt 113.35pt 141.7pt 170.05pt 198.4pt 226.75pt 255.1pt 283.45pt 311.8pt 340.15pt; mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Helvetica;"&gt;falso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-2660980497983319751?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/2660980497983319751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=2660980497983319751' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2660980497983319751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2660980497983319751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2011/02/em-nome-de-uma-fome-maior.html' title='Em nome de uma fome maior'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-5398547181944096736</id><published>2010-05-17T13:52:00.000-07:00</published><updated>2010-05-17T13:55:04.290-07:00</updated><title type='text'>a indiferença do movimento perante o que o repercute</title><content type='html'>Acontece na alma&lt;br /&gt;a dor de cada um&lt;br /&gt;e a cada um nos parece&lt;br /&gt;que a nossa dor é universo perante migalha&lt;br /&gt;edificio perante flor&lt;br /&gt;trovão perante uma haste fina&lt;br /&gt;que só o repercute&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo&lt;br /&gt;só porque nos dói&lt;br /&gt;a nós&lt;br /&gt;de dentro&lt;br /&gt;tudo só&lt;br /&gt;porque a dor dos outros&lt;br /&gt;não a sentimos&lt;br /&gt;apenas intuímos&lt;br /&gt;e já assim é terrível&lt;br /&gt;uma&lt;br /&gt;dor de pesadelo&lt;br /&gt;de lâmina sobre o olho que tudo vê&lt;br /&gt;cego no sonho&lt;br /&gt;aceso com a chama eterna&lt;br /&gt;da angústia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é verdade,&lt;br /&gt;a terra gira sempre&lt;br /&gt;mas nem por isso sentimos menos&lt;br /&gt;o seu tremor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;onde estás amigo? anda para ao pé de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-5398547181944096736?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/5398547181944096736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=5398547181944096736' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5398547181944096736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5398547181944096736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/05/indiferenca-do-movimento-perante-o-que.html' title='a indiferença do movimento perante o que o repercute'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-1192701325505698985</id><published>2010-04-16T08:50:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T08:52:03.664-07:00</updated><title type='text'>Extinto (a um amigo influente)</title><content type='html'>Hálito de cobra&lt;br /&gt;Dentro do vidro&lt;br /&gt;A neve cai&lt;br /&gt;E cobre o teu corpo&lt;br /&gt;Afável gigante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jóia de prata verde&lt;br /&gt;Detrito&lt;br /&gt;Casualidade partida&lt;br /&gt;Na testa mutilada do mundo&lt;br /&gt;À beira de um novo ataque&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não incomodar a coreografia&lt;br /&gt;A esta hora já regressam os corvos&lt;br /&gt;Ao teu jardim&lt;br /&gt;Sei que paraste de respirar nas folhas&lt;br /&gt;De manusear as lamas&lt;br /&gt;E que te deitaste ao lado&lt;br /&gt;Da vida que corre no espelho do lago&lt;br /&gt;Olhos fechados com a terra das margens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo-te correr para bem longe daqui&lt;br /&gt;Até ao mais denso do verde&lt;br /&gt;Vejo-te ajoelhar silenciosamente&lt;br /&gt;Para te observares&lt;br /&gt;Ainda vivendo&lt;br /&gt;Falando com os teus&lt;br /&gt;E com os outros&lt;br /&gt;Mostrando-lhes as tuas mãos vazias&lt;br /&gt;Ensinando-lhes a tua vertigem cor de plantas&lt;br /&gt;Sentido proibido, imagem&lt;br /&gt;Parábola, carambola&lt;br /&gt;Treze no buraco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunciado pelas paredes do vidro&lt;br /&gt;Sais finalmente em liberdade&lt;br /&gt;Diriges-te ao bosque&lt;br /&gt;Para confrontares o teu corpo morto&lt;br /&gt;Exigir explicações&lt;br /&gt;Desafiá-lo para um duelo&lt;br /&gt;Ao pôr-do-sol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando morreste&lt;br /&gt;Mataste algo de mim&lt;br /&gt;Coisa pouca que seja&lt;br /&gt;Mas que faça de mim&lt;br /&gt;Um homem melhor&lt;br /&gt;Um sítio melhor&lt;br /&gt;Para a tua memória viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansa em paz Peter.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-1192701325505698985?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/1192701325505698985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=1192701325505698985' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1192701325505698985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1192701325505698985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/04/extinto-um-amigo-influente.html' title='Extinto (a um amigo influente)'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-4517174710096417865</id><published>2010-04-09T07:36:00.001-07:00</published><updated>2010-04-09T12:31:31.014-07:00</updated><title type='text'>Flor na cicatriz do granito</title><content type='html'>Como se de um breve fogo se tratasse&lt;br /&gt;Como se das chamas saísses tu ilesa&lt;br /&gt;De amores falhados&lt;br /&gt;Como se da chuva eu bebesse&lt;br /&gt;E saciasse a sede de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se de uma rocha onde se gravou&lt;br /&gt;A violência do mundo&lt;br /&gt;Saltasse uma pedra como mensagem&lt;br /&gt;Que se arremessa à cabeça de um gigante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se todo o tempo fosse essa ou outra tarde&lt;br /&gt;Como se numa concha coubesse mesmo um mundo&lt;br /&gt;Como se nos valessem os anos sofridos&lt;br /&gt;em alfabetos de silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se o caos se detesse por um momento&lt;br /&gt;Para te ver a sair do fogo&lt;br /&gt;Para te beber na chuva&lt;br /&gt;E colher-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ti&lt;br /&gt;Flor na cicatriz do granito&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-4517174710096417865?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/4517174710096417865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=4517174710096417865' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/4517174710096417865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/4517174710096417865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/04/flor-na-cicatriz-do-granito.html' title='Flor na cicatriz do granito'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-1503684204633106854</id><published>2010-04-02T10:19:00.000-07:00</published><updated>2010-04-02T10:23:52.180-07:00</updated><title type='text'>Falência verbal</title><content type='html'>Indecifrável calor&lt;br /&gt;Esse os das palavras&lt;br /&gt;Que se marcam na carne&lt;br /&gt;Para resgatar uma simples memória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta terra é&lt;br /&gt;Como um centro de um mundo&lt;br /&gt;Mercado de migalhas douradas,&lt;br /&gt;Em que da janela de um hotel&lt;br /&gt;É possível comprar o céu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompo o que é importante&lt;br /&gt;Para atender aos estranhos&lt;br /&gt;Que chegam para reclamar&lt;br /&gt;O meu tempo que era o teu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irrepetível sabor&lt;br /&gt;Esse os das cicatrizes salgadas&lt;br /&gt;Como rosas na carne&lt;br /&gt;Para resgatar a história&lt;br /&gt;Que foi nossa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possuo a totalidade do nada&lt;br /&gt;Conheço a totalidade do segredo&lt;br /&gt;Guardado no coração do monstro amável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrompo a árvore&lt;br /&gt;Quando colho a flor&lt;br /&gt;E encho de bestialidade&lt;br /&gt;Um simples gesto de amor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-1503684204633106854?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/1503684204633106854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=1503684204633106854' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1503684204633106854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1503684204633106854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/04/falencia-verbal.html' title='Falência verbal'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-6696039833061358096</id><published>2010-03-26T07:16:00.000-07:00</published><updated>2010-03-26T07:17:39.131-07:00</updated><title type='text'>Ferox</title><content type='html'>Voracidade&lt;br /&gt;De ti&lt;br /&gt;Do mundo&lt;br /&gt;De tudo querer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voracidade&lt;br /&gt;Do nada&lt;br /&gt;Do ficar quieto&lt;br /&gt;E deixar as nuvens&lt;br /&gt;Percorrerem a rota sonhada&lt;br /&gt;Daqueles que as observam&lt;br /&gt;Deitados nos campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voracidade&lt;br /&gt;De ser&lt;br /&gt;Voracidade das nuvens&lt;br /&gt;De ser elas&lt;br /&gt;No céu&lt;br /&gt;E de ser eles&lt;br /&gt;No chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voracidade&lt;br /&gt;Da paz&lt;br /&gt;Do parar&lt;br /&gt;Não para respirar&lt;br /&gt;Mas parar&lt;br /&gt;Para ver se ainda&lt;br /&gt;Respiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voracidade&lt;br /&gt;De me deitar hoje a teu lado&lt;br /&gt;E dormir encostado aos teus sonhos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-6696039833061358096?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/6696039833061358096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=6696039833061358096' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6696039833061358096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6696039833061358096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/03/ferox.html' title='Ferox'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-1934200787407414745</id><published>2010-03-19T09:44:00.000-07:00</published><updated>2010-03-19T09:46:08.512-07:00</updated><title type='text'>Bomba de pregos</title><content type='html'>Viver em fragmentação constante&lt;br /&gt;Entrar nos poros como o chumbo doente&lt;br /&gt;Da explosão da minha pele na tua.&lt;br /&gt;Viver de rastos&lt;br /&gt;Debaixo da barriga da cobra&lt;br /&gt;Subsistir na sombra do charco do&lt;br /&gt;seu veneno&lt;br /&gt;Morder sem dentes&lt;br /&gt;Arranhar sem unhas&lt;br /&gt;Fazer da suavidade um legado&lt;br /&gt;Do teu prazer&lt;br /&gt;Fazer do desencontro a tua dor&lt;br /&gt;Acalmar a Primavera que regenera&lt;br /&gt;O réptil&lt;br /&gt;Correr como ele&lt;br /&gt;Em círculos de minas armadilhadas&lt;br /&gt;Explodir contra ti&lt;br /&gt;Abraçado ao teu peito&lt;br /&gt;E ver o que sai de ti&lt;br /&gt;Em direcção ao ar cinzento das paredes&lt;br /&gt;Que nos encurralam como trincheiras&lt;br /&gt;O teu olhar de lado&lt;br /&gt;o teu sorriso&lt;br /&gt;Os teus olhos dominados pelo ligeiro&lt;br /&gt;Falecer das pálpebras&lt;br /&gt;Recolher-te do chão,&lt;br /&gt;Das árvores,&lt;br /&gt;Das poças no chão&lt;br /&gt;Da pele de quem passava&lt;br /&gt;Distraído&lt;br /&gt;Quando explodi em ti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-1934200787407414745?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/1934200787407414745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=1934200787407414745' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1934200787407414745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1934200787407414745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/03/bomba-de-pregos.html' title='Bomba de pregos'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-7609642379192194270</id><published>2010-03-12T07:36:00.000-08:00</published><updated>2010-03-12T07:37:53.869-08:00</updated><title type='text'>Canto escuro</title><content type='html'>Às vezes penso&lt;br /&gt;que me poderia&lt;br /&gt;dissolver&lt;br /&gt;na escuridão deste canto,&lt;br /&gt;ficar por lá uma vida toda&lt;br /&gt;ou apenas durante esta tarde ,agachado,&lt;br /&gt;sem que tu desses por isso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes&lt;br /&gt;Poderia falar-te sem parar&lt;br /&gt;até que, como pediste,&lt;br /&gt;as coisas tristes&lt;br /&gt;fossem levadas&lt;br /&gt;para um outro sítio&lt;br /&gt;ao qual&lt;br /&gt;nem eu,nem tu&lt;br /&gt;temos acesso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas também sinto que, hoje, poderia&lt;br /&gt;falar sem parar das coisas más&lt;br /&gt;porque essas, pelo menos,&lt;br /&gt;me fazem companhia&lt;br /&gt;nesta tarde de febres&lt;br /&gt;neste canto de escuros&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-7609642379192194270?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/7609642379192194270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=7609642379192194270' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/7609642379192194270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/7609642379192194270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/03/canto-escuro.html' title='Canto escuro'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-1606029928883480215</id><published>2010-03-04T02:06:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T02:12:41.322-08:00</updated><title type='text'>Purgatorial</title><content type='html'>Na paz&lt;br /&gt;assiste ao corpo o direito&lt;br /&gt;de rejeitar o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos para si&lt;br /&gt;reclamam a ofensa corpo a corpo&lt;br /&gt;às cores&lt;br /&gt;servindo-se do desprezo&lt;br /&gt;De quem já tudo viu&lt;br /&gt;Acontecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressacar&lt;br /&gt;É acordar envolto em estranhezas,&lt;br /&gt;é estar preso por fios&lt;br /&gt;Que nunca existiram&lt;br /&gt;E que&lt;br /&gt;Como tal&lt;br /&gt;Não podemos romper&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é jazer nu&lt;br /&gt;E esgotado&lt;br /&gt;e fazer disso os meus dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que lutar&lt;br /&gt;Aceito as condições da guerra&lt;br /&gt;Dentro das quatro paredes&lt;br /&gt;Como se aceita o ar,&lt;br /&gt;Aceito o protocolo da batalha dentro da caixa de osso&lt;br /&gt;Como se aceita a luz&lt;br /&gt;Que ilumina a sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergo a cabeça sim&lt;br /&gt;Mas apenas para sentir&lt;br /&gt;A lâmina fria&lt;br /&gt;Que me beija a nuca&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-1606029928883480215?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/1606029928883480215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=1606029928883480215' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1606029928883480215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1606029928883480215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/03/purgatorial.html' title='Purgatorial'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-5826617872435115306</id><published>2010-02-19T13:19:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T13:20:05.010-08:00</updated><title type='text'>À mesa contigo</title><content type='html'>Quando arranquei&lt;br /&gt;O coração do peito&lt;br /&gt;E o meti sobre a mesa&lt;br /&gt;Cristal sobre cristal&lt;br /&gt;E lhe desferi o golpe final&lt;br /&gt;Com um martelo de aço limpo&lt;br /&gt;Esperei estilhaços&lt;br /&gt;Como chuva de pequenos vidros&lt;br /&gt;Esperei talvez&lt;br /&gt;Gotas de água vermelha&lt;br /&gt;E roxa&lt;br /&gt;Esperei aves necrófagas&lt;br /&gt;Que me puxavam por dentro a pele&lt;br /&gt;Com os seus minúsculos bicos&lt;br /&gt;Esperei plantas murchas&lt;br /&gt;E urtigas, florestas calcinadas&lt;br /&gt;Esperei vozes, gritos, patadas surdas nas paredes&lt;br /&gt;Esperei vermes por dentro da madeira da caixa&lt;br /&gt;Tecendo barulhos imperceptíveis&lt;br /&gt;Esperei a nódoa da culpa&lt;br /&gt;Aquela que não sai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de isso&lt;br /&gt;Em vez de tudo isso&lt;br /&gt;Ou mesmo de borboletas&lt;br /&gt;E átomos que fugiam de mim&lt;br /&gt;E me deixavam aos buracos&lt;br /&gt;Como bandido apanhado, crivado por balas justiceiras&lt;br /&gt;Células de exílio&lt;br /&gt;Que à pátria&lt;br /&gt;nunca regressarão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de tudo isso,&lt;br /&gt;Continuo a esperar&lt;br /&gt;Com um buraco no peito&lt;br /&gt;E um coração partido&lt;br /&gt;Sobre uma mesa partida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-5826617872435115306?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/5826617872435115306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=5826617872435115306' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5826617872435115306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5826617872435115306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/02/mesa-contigo.html' title='À mesa contigo'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-569027863048028910</id><published>2010-02-08T16:04:00.000-08:00</published><updated>2010-02-10T14:58:18.714-08:00</updated><title type='text'>Mala</title><content type='html'>Imagine-se que o mundo&lt;br /&gt;É uma mala que esquecemos num filme antigo&lt;br /&gt;Dentro da mala&lt;br /&gt;Muito mais que a profundidade de uma pele,&lt;br /&gt;Que um palpite de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro dessa mala&lt;br /&gt;Vou eu, pelo mundo&lt;br /&gt;Por vezes apenas com a cabeça&lt;br /&gt;À superfície das águas&lt;br /&gt;Olhando as pessoas felizes&lt;br /&gt;Da fria janela cá fora, embaciada pelo&lt;br /&gt;Hálito quente do conforto&lt;br /&gt;Da rotina de nada esperar dos dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do mundo com que viajo na mala&lt;br /&gt;Conheço pessoas e a todas digo quando me perguntam&lt;br /&gt;O que faço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha profissão é&lt;br /&gt;Ir embora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-569027863048028910?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/569027863048028910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=569027863048028910' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/569027863048028910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/569027863048028910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/02/partir.html' title='Mala'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-3920280629204683926</id><published>2010-01-26T13:00:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T13:02:23.112-08:00</updated><title type='text'>Porque me és inútil</title><content type='html'>(esquisso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me és inútil&lt;br /&gt;Te quero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cama de vingança&lt;br /&gt;Ou terra de ninguém&lt;br /&gt;Te quero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me és vingança&lt;br /&gt;Porque me és ninguém&lt;br /&gt;Te quero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me és inútil&lt;br /&gt;Te quero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;intranquilo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-3920280629204683926?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/3920280629204683926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=3920280629204683926' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3920280629204683926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3920280629204683926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/01/porque-me-es-inutil.html' title='Porque me és inútil'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-7293260601537313940</id><published>2010-01-15T08:21:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T17:49:01.900-08:00</updated><title type='text'>Orfeu Rebelde</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/S1Zg-2zPV6I/AAAAAAAAABY/bsgdUpsyYpE/s1600-h/or+capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428633033820297122" style="WIDTH: 280px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/S1Zg-2zPV6I/AAAAAAAAABY/bsgdUpsyYpE/s400/or+capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/S1CYPVUBC0I/AAAAAAAAABQ/5WI2czTQ1Dk/s1600-h/or+capa.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de poesia se trata, aqui vos deixo o convite para fazerem download gratuito e/ou comprar um exemplar do disco em exclusivo nas lojas FNAC.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;É um trabalho de poesia e música, composto pelo Pedro Paixão (Moonspell) e interpretado pelo mesmo (instrumentos), e comigo e Rui Sidónio (Bizarra Locomotiva) nas vozes. O conceito foi idealizado por mim, a partir do livro de poemas de Miguel Torga: Orfeu Rebelde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos textos informativos e poéticos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Este trabalho brota de diversas nascentes que, em boa hora, se reuniram dando origem a este turbilhão de palavra, voz e som que o colectivo O.R. vos apresenta. A primeira palavra vai para o poema de Miguel Torga que me fascina e provoca desde a tenra maturidade. Todo o poema é um desafio feito através da voz, do canto, do clamor, da angústia assumida. Para me ajudar a vocalizar esta revolta e conquista convidei o (Rui) Sidónio dos Bizarra Locomotiva que já me acompanhou noutros cantares de terror e beleza. As suas qualidades narrativas são preciosas, são poesia dita pelo músculo e muito lhe agradeço a honra de seu grito neste projecto.&lt;br /&gt;Por fim, dirigi-me à pessoa, que na sombra ou fora dela, mais tem feito pela minha banda de sempre, pela minha única banda, os Moonspell, e que, mais uma vez, não renegou a prometaica tarefa de musicar, com classe e escuridão, as palavras do Torga, reunidas por mim e divididas por ele, entregues à nossa voz e às suas guitarras e ambientes. Profundo e eterno agradecimento.&lt;br /&gt;Cada som como um grito é um trabalho diferente. Dizemos o Português gritando, o Português de Torga, duro mas belo, cerimonial mas envolvente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;I - LETREIRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque não sei mentir,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vos engano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasci subversivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A começar por mim - meu principal motivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De insatifação -,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de qualquer adoração,Ajuizo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me sei conformar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E saio, antes de entrar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cada paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - PRELUDIO&lt;br /&gt;Reteso as cordas desta velha lira&lt;br /&gt;Tonta viola que de mão em mão&lt;br /&gt;Se afina e desafina.&lt;br /&gt;E de onde ninguém tira&lt;br /&gt;Senão acordes de inquietação&lt;br /&gt;Chegou a minha vez e não hesito&lt;br /&gt;Quero ao menos falhar em tom agudo&lt;br /&gt;Cada som como um grito&lt;br /&gt;Que no seu desespero diga tudo&lt;br /&gt;E arrepelo a cítara divina&lt;br /&gt;Agora ou nunca meu refrão antigo&lt;br /&gt;O destino destina mas o resto é comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - RELÂMPAGO&lt;br /&gt;Rasguei-me como um raio rasga o céu&lt;br /&gt;Iluminei-me todo de repente&lt;br /&gt;Negrura permanente&lt;br /&gt;De noite enfeitiçada&lt;br /&gt;Queis ver-me com pupilas de vidente&lt;br /&gt;E arrombei os portões à madrugada&lt;br /&gt;Mas nada vi&lt;br /&gt;Caverna de pavores&lt;br /&gt;Só com tempo e vagar eu poderia encarar&lt;br /&gt;Castigar e perdoar&lt;br /&gt;Tanta abominação que em mim havia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - ORFEU REBELDE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orfeu rebelde, canto como sou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canto como um possesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que na casca do tempo, a canivete,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gravasse a fúria de cada momento;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canto, a ver se o meu canto compromete&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eternidade no meu sofrimento.&lt;br /&gt;Outros, felizes, sejam rouxinóis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ergo a voz assim, num desafio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o céu e a terra, pedras conjugadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do moinho cruel que me tritura,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saibam que ha' gritos como há nortadas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violências famintas de ternura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canto como quem usa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os versos em legitima defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canto, sem perguntar à Musa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o canto é de terror ou de beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;download gratuito em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.optimusdiscos.com/discos/cada-som-como-um-grito"&gt;http://www.optimusdiscos.com/discos/cada-som-como-um-grito&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-7293260601537313940?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/7293260601537313940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=7293260601537313940' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/7293260601537313940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/7293260601537313940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/01/orfeu-rebelde.html' title='Orfeu Rebelde'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/S1Zg-2zPV6I/AAAAAAAAABY/bsgdUpsyYpE/s72-c/or+capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-3259584812833403383</id><published>2010-01-04T06:06:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T14:17:02.665-08:00</updated><title type='text'>Ninguem na terra - Quasi edições</title><content type='html'>Após rumores e incertezas e muitas dificuldades, recebi finalmente comunicação da insolvência da editora Quasi, responsável pela publicação e distribuição dos meus três livros de Poesia. Infelizmente e apesar das minhas solicitações, não fui notificado a tempo de reclamar o que me é devido, em especial o acesso ao stock dos meus livros que já há mais de um ano rareiam nas prateleiras das livrarias e das lojas, segundo o que me foram informando os meus leitores e muitos curiosos que não conseguem adquirir nenhum exemplar de qualquer livro em parte alguma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrarei em contacto com a gestora judicial para tentar minimizar o prejuízo e tentar desbloquear os meus direitos, o stock dos meus livros e eventualmente procurar outra alternativa de edição. Apesar de lamentar toda esta situação, o que mais é de assinalar, pela negativa, é o facto de pessoas que querem comprar, ler ou possuir a minha pequena bibliografia não poderem exercer esse direito, pelo facto de os livros terem desaparecido das lojas e serem também parte do arresto judicial da insolvência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Darei o meu melhor nesse sentido e aqui neste blog vos darei conta do resultado. Entretanto continuarei a publicar aqui alguns poemas originais ou retirados de outras edições, conforme ao espírito do dia da semana em que actualizo o cofre; ou poemas de outras pessoas que me pareçam interessantes para retirar do cofre alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom 2010 a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Terra de ninguém&lt;br /&gt;Caminho para o qual&lt;br /&gt;me empurrei&lt;br /&gt;Encruzilhada para onde voltei&lt;br /&gt;Por me faltar ar &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e chão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem terra&lt;br /&gt;Em terra de ninguém&lt;br /&gt;Sem algo mais que um porém&lt;br /&gt;Para te oferecer&lt;br /&gt;Para te prestar culto&lt;br /&gt;Para te explicar&lt;br /&gt;Tudo o que fiz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Já&lt;br /&gt;Sem musa&lt;br /&gt;ou terror&lt;br /&gt;Na alma&lt;br /&gt;Sem beleza &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;naufragada&lt;br /&gt;Nem cidade para onde voltar&lt;br /&gt;A vida &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;destroços apenas&lt;br /&gt;Da arca que em boa hora&lt;br /&gt;Teimámos não embarcar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-3259584812833403383?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/3259584812833403383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=3259584812833403383' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3259584812833403383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3259584812833403383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2010/01/ninguem-na-terra-quasi-edicoes.html' title='Ninguem na terra - Quasi edições'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-6183810135327095383</id><published>2009-12-23T16:34:00.000-08:00</published><updated>2009-12-23T16:35:23.822-08:00</updated><title type='text'>Célula</title><content type='html'>Célula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilho veia afora&lt;br /&gt;Arrastando pés e peso&lt;br /&gt;Pelos troços abertos&lt;br /&gt;Por quem de externo direito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravesso incontável&lt;br /&gt;As águas que outros intoxicaram&lt;br /&gt;Mapeando a devassa&lt;br /&gt;Configurando a pele da mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiro ainda&lt;br /&gt;E com o hálito reclamo território&lt;br /&gt;Como quem bebe com a sede&lt;br /&gt;De seu próprio sangue&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim do caminho&lt;br /&gt;Iríamos devorar-nos&lt;br /&gt;Assim ficamos ambos de pé&lt;br /&gt;Salvos do naufrágio&lt;br /&gt;Que a primeira manhã do ano anunciou&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-6183810135327095383?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/6183810135327095383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=6183810135327095383' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6183810135327095383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6183810135327095383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/12/celula.html' title='Célula'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-2669380536841523355</id><published>2009-07-31T07:45:00.000-07:00</published><updated>2009-08-01T08:10:47.300-07:00</updated><title type='text'>Nós monstros</title><content type='html'>Passemos à cave. É lá onde vivo, donde venho todas as manhãs e para onde regresso todas as noites. Aqui é a sala onde me divirto, aqui tomo banhos longos, ali, tens de ver aquilo, é o meu recanto preferido, onde medito nos meus assuntos, sempre que posso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cheiro de comida entra pelas paredes, um fumo de dor de cabeça está cativo num quarto, as tuas palavras, monstro, são as mesmas de sempre. O que te vale é que estamos numa cave e não tenho ainda para onde fugir. Quando isso acontecer deixarei tudo para trás e agirei como se não te conhecesse porque afinal é verdade, quem és tu? Porque queres saber os nossos nomes? Porque é que as coisas nunca são boas o suficiente para ti? Para que me desperdiço na tua presença?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não olharei para trás nem fugirei de ti, eu próprio sou suficiente para me amaldiçoar para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarei hoje a partir das 20.30 a assinar autógrafos na Bertrand das Caldas da Rainha, numa iniciativa integrada na Feira do Livro local. Todos os meus livros estarão disponíveis. Apareçam se puderem. Será um prazer.&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SnRauafcfAI/AAAAAAAAABI/O9gDqOTKKiU/s1600-h/cartaz+fernando+ribeiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365012809536797698" style="WIDTH: 226px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SnRauafcfAI/AAAAAAAAABI/O9gDqOTKKiU/s320/cartaz+fernando+ribeiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-2669380536841523355?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/2669380536841523355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=2669380536841523355' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2669380536841523355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2669380536841523355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/07/nos-monstros.html' title='Nós monstros'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SnRauafcfAI/AAAAAAAAABI/O9gDqOTKKiU/s72-c/cartaz+fernando+ribeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-3387608745149466682</id><published>2009-07-17T11:31:00.001-07:00</published><updated>2009-07-17T11:31:46.806-07:00</updated><title type='text'>Amsterdão</title><content type='html'>Descendo nos vapores dos outros&lt;br /&gt;Cegando com as luzes dos outros&lt;br /&gt;Andando sem parar, sem olhar para trás,&lt;br /&gt;Olhando sem parar, andando sem olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentamo-nos&lt;br /&gt;Sacos feitos prontos para a partida&lt;br /&gt;Levantamo-nos&lt;br /&gt;Sacos escondidos para a partida&lt;br /&gt;Perguntas às quais não me apetece responder.&lt;br /&gt;Pessoas com quem nunca me apeteceu falar.&lt;br /&gt;Para quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando passarmos a fronteira à noite estarei um dia mais próximo de ti e longe de todos os outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-3387608745149466682?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/3387608745149466682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=3387608745149466682' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3387608745149466682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3387608745149466682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/07/amsterdao.html' title='Amsterdão'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-4394473878237251589</id><published>2009-06-29T17:49:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T17:51:55.273-07:00</updated><title type='text'>Deixar-te cair</title><content type='html'>Um novo poema meu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixar-te cair.&lt;br /&gt;Deixar-te cair&lt;br /&gt;Para que renasças&lt;br /&gt;Em ti,&lt;br /&gt;E só para ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastar-me do teu caminho&lt;br /&gt;Tirar os dedos que te tapavam a boca&lt;br /&gt;Com mel e escuridão,&lt;br /&gt;Para que respires&lt;br /&gt;E que no teu respirar&lt;br /&gt;Encontre restos do que foi o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tua paz será sempre a minha paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu viver iluminará&lt;br /&gt;Um mundo melhor que o meu&lt;br /&gt;Sei que sou apenas o que de mortal&lt;br /&gt;tem a sombra&lt;br /&gt;Que teu sol projecta.&lt;br /&gt;Nascerás sempre&lt;br /&gt;Mesmo que não seja para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-4394473878237251589?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/4394473878237251589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=4394473878237251589' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/4394473878237251589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/4394473878237251589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/06/deixar-te-cair.html' title='Deixar-te cair'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-67469757337086003</id><published>2009-06-16T09:57:00.000-07:00</published><updated>2009-06-16T10:16:04.465-07:00</updated><title type='text'>triangular</title><content type='html'>A Casa Pessoa foi um sucesso. Sucesso porque foi sobretudo uma tarde agradável em que se falou de tudo, até do meu casaco, mas sempre a partir dos livros. A título de curiosidade aui ficam os títulos das obras que escolhi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;World Without Us (Alan Weissman, Picador)- não-ficção. um livro sobre o que acontece à Terra e aos vestigios humanos na eventualidade do desaparecimento da raça humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antologia Poética, Justo Jorge Padrón (Teorema, presumo...)- o meu poeta preferido de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zorba, o Grego. Nikos Kazantsakis (Ulisseia)- curiosamente intitulada em Portugal O Bom Demónio. a melhor história e a personagem homem mais verdadeira da história da Literatura, esqueçam o dorian gray lol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei três livros como se fosse para a estrada, levo sempre uma biografia/não ficção, poesia e romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim o livro que ando verdadeiramente a ler (ainda): Perdido de volta, Miguel Gullander. Veneno e dinamite. Um dos melhores livros que já li ou ando a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já disse por diversas vezes que ainda estou na ressaca da poesia dos Diálogos... Tenho andado afstado dela. Concentro-me com entusiasmo nas novas letras de Moonspell e num projecto de conto de ficção a convite da Gailivro que sairá no fim do ano e que melhor conta vos darei entretanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas leio muita e escrevo alguma. Eis uma gota nova:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque desafiar-te, se és superior?&lt;br /&gt;Porque negar-te, se existes dentro de mim?&lt;br /&gt;Porque ousar ser como tu, se me sobreviverás?&lt;br /&gt;Porque temer-te se és minha semente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;És o que vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço cheio de palavras!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-67469757337086003?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/67469757337086003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=67469757337086003' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/67469757337086003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/67469757337086003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/06/triangular.html' title='triangular'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-5243966556001612508</id><published>2009-05-29T07:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T11:21:27.798-07:00</updated><title type='text'>Mais poesia</title><content type='html'>Antes do regresso um convite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://s129.photobucket.com/albums/p220/fernandomoon/?action=view&amp;amp;current=convite_fr_frente-1.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i129.photobucket.com/albums/p220/fernandomoon/convite_fr_frente-1.jpg" border="0" alt="Photobucket" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria um prazer ver-vos por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim o regresso, com o inevitável pedido de desculpas em virtude da pesada agenda dos Hoje (Amália) e dos meus e nossos Moonspell. La Nave Va e ainda bem, estou grato a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consideração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das melhores prendas que alguma vez me deram foi um daqueles jogos magnéticos de poesia, que consiste em pequenas etiquetas com palavras (eu tenho em Inglês, não sei se existe em Português) seleccionadas que se estendem desde a mais poética (shadow, void, moment) até às mais comuns (yellow, this, from). As combinações são imensas e escrever com elas é, sem dúvida, magnético em todos os sentidos. Tenho feito nascer coisas de forma descomprometida, sem o peso das teclas ou das penas e muitas dessas novas vidas que se encostam ao meu friogorifico e aos meus inoxs, vão ganhar vida, em especial, no novo disco, nas novas letras de Moonspell. Verifiquem em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cgi.ebay.co.uk/MAGNETIC-POETRY-KIT-ORIGINAL-EDITION-FRIDGE-MAGNETS_W0QQitemZ300316835292QQcmdZViewItemQQptZUK_Toys_Creative_Educational_RL?hash=item45ec473ddc&amp;amp;_trksid=p3286.c0.m14&amp;amp;_trkparms=72%3A1683%7C66%3A2%7C65%3A12%7C39%3A1%7C240%3A1318%7C301%3A1%7C293%3A1%7C294%3A50"&gt;http://cgi.ebay.co.uk/MAGNETIC-POETRY-KIT-ORIGINAL-EDITION-FRIDGE-MAGNETS_W0QQitemZ300316835292QQcmdZViewItemQQptZUK_Toys_Creative_Educational_RL?hash=item45ec473ddc&amp;amp;_trksid=p3286.c0.m14&amp;amp;_trkparms=72%3A1683%7C66%3A2%7C65%3A12%7C39%3A1%7C240%3A1318%7C301%3A1%7C293%3A1%7C294%3A50&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou apaixonado por este escrever assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao papel, um poeta imenso que ainda não conheci pessoalmente mas que tenho todo o gosto e honra em divulgar aqui no meu modesto e sempre atrasado blog: Joaquim Cardoso Dias, O Preço das casas, Ed.Gótica, 2002. Aqui seguem alguns belíssmos exemplos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PREPARAÇÃO DE UM RAPTO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;em silêncio estes animais&lt;br /&gt;entram com a noite nos meus passos&lt;br /&gt;e nem sequer me dói o teu nome&lt;br /&gt;atormentado pelas mais altas torres&lt;br /&gt;devagar fecho os olhos neste segredo&lt;br /&gt;e o vento ressoa como um relógio vazio&lt;br /&gt;na casa onde estou só&lt;br /&gt;no peito onde estou contigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A IDADE DO FOGO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;nas pálpebras a fuga ainda é possível&lt;br /&gt;espio o anoitecer por detrás do crespúsculo&lt;br /&gt;e nunca sonhei com essa mentira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as noites imensas respiram onde a minha memória te imortalizou&lt;br /&gt;ouço-te e escuto e grito no teu rosto assim&lt;br /&gt;abro a janela e tenho medo de ouvir a tua voz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em pleno voo o tempo solidificou este monólogo&lt;br /&gt;as palavras que me restam falam devagar&lt;br /&gt;enquanto a noite cresce demorando a loucura&lt;br /&gt;e a maldição de ter amado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;amanhã é o último dia do tempo&lt;br /&gt;agora de repente ainda espero por ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;MITOLOGIA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;finjo que acredito em ti: amo-te&lt;br /&gt;e sem o saber todos os sonhos&lt;br /&gt;caíram no fim das tuas palavras&lt;br /&gt;antes da única verdade&lt;br /&gt;se ter ferido encostada tanto&lt;br /&gt;ao meu peito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belíssimo e influente, muito influente para mim. Até ao meu regresso com mais palavras, sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-5243966556001612508?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/5243966556001612508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=5243966556001612508' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5243966556001612508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5243966556001612508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/05/mais-poesia.html' title='Mais poesia'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-5926432870044902126</id><published>2009-04-30T18:17:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T18:32:23.079-07:00</updated><title type='text'>Qualquer sitio serve</title><content type='html'>Acordo de dezassete horas de paz para o barulho de tijolos secos do dia.&lt;br /&gt;Fecho os olhos na esperança de mais dezassete horas de ti. Mas não consigo. E saio lá para fora na atenção do que se pode atravessar no meu caminho.&lt;br /&gt;Para além da igreja abandonada por espíritos e corpos que rasga a noite dos céus como um espigão assassino, para além do barracão ocupado por momentos de som esquecidos nos ouvidos, para além de tentar e da desilusão do miúdo que agora tem músculos e voz de homem; nada é o que parece mas o mais absoluto silêncio é perfeito na silhueta fechada de todas estas coisas.&lt;br /&gt;Hoje passei o dia de olhos fechados a ver-te.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-5926432870044902126?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/5926432870044902126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=5926432870044902126' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5926432870044902126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5926432870044902126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/04/qualquer-sitio-serve.html' title='Qualquer sitio serve'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-5359601209869143107</id><published>2009-04-16T08:18:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T08:22:22.576-07:00</updated><title type='text'>Rock sem poetas</title><content type='html'>Num blog de poesia que escapa para as letras nunca foi minha intenção criar polémica ou sequer ventilar um arzinho que seja que nos lembre esse vento malfazejo que sopra na maioria dos blogs e que quase, numa descrição do seu “adn” seria uma característica fundamentalmente apontada. O áspero guardo-o para outro blog que tenho (Spectator) e que sendo de opinião, presta-se mais a essas ventanias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso deixar de manifestar a minha frustração pela ausência de cinco de um total de oito pessoas na mesa redonda de Rock e Literatura que tive o prazer de participar no passado dia 7/7 pelas 18.00 na Faculdade de Letras de Lisboa. Segundo a organização todos tiveram contratempos pessoais e profissionais (o que compreendo e quero respeitar o mais que possa) sabendo, embora, que, pessoalmente, já fui a muita coisa adoentado (escrevo, carregado de cêgripes e hextrills, a partir de um Starbucks do aeroporto de Bruxelas), e que, essa semana, e esse dia em particular, vim de entrevistas com o projecto Hoje (Amália Hoje) e ensaios com os Moonspell, de onde vim directamente para a Faculdade, chegando a horas e apenas contactando com esse êxodo in loco, perto da hora do início do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restou uma hora de conversa, minha, e do JP Simões (e da professora/moderadora, que confesso, esqueci o nome), que espero tenha sido válida para as pessoas que lá foram, provavelmente esperando mais “quórum”. Não querendo ser, de modo algum, injusto para as pessoas que tiveram de faltar, lamento que assim tenha sido e que nós, os “das letras”, não encarem com a seriedade que devemos a nossa própria credibilidade enquanto poetas eléctricos. De realçar que nenhuma justificação ou pedido de desculpas foi comunicado, pelo menos enquanto lá estive, às pessoas na audiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em jeito de fraco consolo fica o texto da minha apresentação com a menor edição possível (ponham-lhe uma nódoas em cima):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Poéticas do Rock&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O respeito da normalidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É fundamentalmente estranho estar aqui sentado na faculdade onde me angustiei no e pelo curso inacabado de filosofia, perdido nos corredores da reprografia azul; confraternizando pelo melhor spot na Biblioteca do Departamento (Matos Romão) onde eu lembrava alguém à Sra. que tomava conta, alguém das novelas; ou partilhando um chapéu de chuva com a miúda petite mas gira à brava da turma X, em andamento para os pavilhões onde reinava a aula de Epistemologia das Ciências Sociais (ave VS Marques!), por aí , só algumas memórias instantâneas de um ex- FLUL. Ia dizendo, é fundamentalmente estranho estar aqui sentado numa mesa redonda de faculdade, com tantos ilustres da palavra e da performance a partir da mesma, para justificar, debater, ou, constatar uma evidência que por muito repetida ao longo destes anos todos de poética Rock ainda encontra dificuldades de absorção académica e mediática e, por vezes, massiva e também diferenciada, por razões que me escapam tão evidentemente como o facto de isto ser assim e não de outra maneira.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As letras das músicas, das boas, são poesia pura. Ou porque não, na era dos compartimentos, um segmento novo da poesia com vida e luz e público próprio. Esta premissa é o mais fácil. Todos aqui o sabemos e nisso acreditamos. Difícil é ir a algum lado e fazer com que tal seja encarado com a normalidade que lhe conferiria a dignidade e o respeito devidos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cheguem ao pé de alguém, qualquer alguém, até um amante de música e digam-lhe: olha aqui esta poesia do Adolfo. Cheguem ao pé de alguém e digam também: olha aqui este poema do Herberto Helder. Até aqui nesta sala a reacção é imediata sobre quem é o poeta, não digam que não. É o peso da tradição, da comunicação, dos livros, da escolha de vida, dos palcos, da agitação, dos sítios que a alma frequenta, do recato até por vezes snob dos poetas só poetas.&lt;br /&gt;É por isso que de alguma forma luto. Não que nos vejam como um fenómeno estranho confinado a colóquios mas que nos vejam como poetas normais como os outros que trazem as palavras para os palcos e as consagram à musicalidade não imaginada, porque real nos instrumentos e na voz, e, muitas vezes, até mais completa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;As letras são ainda o referencial da linguagem, do código/alfabeto que identificamos e perante a música apresentam no leitor/ouvinte uma sensação diferente, menos abstracta, mais de mensagem (desenvolver)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Posto isto o meu estilo:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Autores fetiche do Metal: Tolkien, Poe, Baudelaire, Lovecraft, Aleister Crowley, Pessoa, La Vey, a esquadra cientifica Matheson, K Dick, Bradbury, outros Robert E.Howard; Blake, Wilde. A lista é inesgotável e com as suas glórias ou abusos faz do Metal um dos géneros mais literários que conheço.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Onde encontrá-los: lovecraft- metallica, the thing that should not be; poe, annihilator-ligeia, maiden-murders in the rue morgue; bradbury- iced earth, something wicked this way comes; blake: Ulver, the marriage of heaven and hell; pessoa/campos: moonspell opium; crowley- fields of the nephilim; tolkien em todas as ingenuidades; baudelaire, celtic frost superior, tristesses de la lune. Superior 2 ryhme of the ancient mariner- coldridge.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Problemas: alguns decalques menos felizes, algum arranhar de superfície mas residual perante as obras primas da fusão rock, metal, gótico, com as letras. A tal inexistência de normalidade. Então o Fernando escreve poesia? Para os fãs de moonspell n é? Bem também… ou então logo doutor nas apresentações nas bibliotecas do país. Algum relacionamento do rock com o entretainment e não com a cultura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Conclusão: &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- jim morrison o melhor escritor de poemas de rock de sempre dizia certeiramente “quero que as minhas letras sejam poesia, que sejam vistas para além da música, que tenham vida própria”&lt;br /&gt;Quem as ler sem ouvir doors que diga o contrário. Agora é fazer com que isto não seja de todo especial, mas simples e adequadamente vulgar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nick cave the secret of a love song (explorar)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vou ler o Oficio Cantante, ainda confio nas palavras.&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-5359601209869143107?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/5359601209869143107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=5359601209869143107' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5359601209869143107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/5359601209869143107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/04/rock-sem-poetas.html' title='Rock sem poetas'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-1333769828725493853</id><published>2009-04-03T09:03:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T09:18:40.739-07:00</updated><title type='text'>Billy Collins</title><content type='html'>Nem sempre e se calhar quase nunca as novas tecnologias e as palavras se cruzam tão bem como nos videos da poesia do poeta Billy Collins, disponíveis no youtube.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso ver o crescendo em paralelo de algo que forma muito mais que um todo por intermédio de ser as suas peças, ou partes. Isto é, algo que junto, unido, se eleva para al´me do que é per se, e que coloca o objecto artistico num nivel óptimo de suavidade e beleza e aqui e ali alguma melancolia, daquela boa, que provoca os sorrisos de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com um sorriso desses que vos desejo um bom fim-de-semana e uma melhor semana. Vejam na luz dos vossos ecrãs, esta voz, estas palavras,estas imagens que me foram passadas pelo meu bom amigo JL Peixoto e que aqui continuam como círculo virtuoso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iuTNdHadwbk&amp;amp;feature=related"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=iuTNdHadwbk&amp;amp;feature=related&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Obrigado a todos pelas mensagens e presenças na apresentação de Amália Hoje. O disco estará disponível em finais de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS1: As Poéticas do rock já arrancaram. Estarei lá na próxima Terça, pelas 18.00 na Faculdade de Letras. Mais info em:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fl.ul.pt/centros_invst/teatro/pagina/centro-estudos-teatro.htm" target="_blank"&gt;http://www.fl.ul.pt/centros_invst/teatro/pagina/centro-estudos-teatro.htm&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.poeticasdorock.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://www.poeticasdorock.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:poeticasdorock@gmail.com"&gt;poeticasdorock@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-1333769828725493853?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/1333769828725493853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=1333769828725493853' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1333769828725493853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1333769828725493853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/04/billy-collins.html' title='Billy Collins'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-7046339054183202886</id><published>2009-03-25T09:55:00.000-07:00</published><updated>2009-03-25T10:50:53.546-07:00</updated><title type='text'>Amália Hoje</title><content type='html'>Quis o destino que fosse escolhido para dar voz a canções da Amália juntamente com amigos. Tudo isto é fado e fado é uma espécie de amizade, que relaxa a rigidez e o caractér sacrossanto do tema e ajuda a vencer dificuldades e a exaltar as poucas certezas que comem o medo e lhe deitam a língua de fora. Os meus amigos nesta aventura são o Nuno Gonçalves que tudo fez desde dirigir orquestras a seleccionar os temas que lhe pareceram mais consentâneos ao espírito e letra da 3 época da artista; a Sónia Tavares, que emprestou uma alma profunda aos seus lábios que proferiram os sentimentos das canções; e o talentaço Paulo Praça, o nosso ponta de lança e organizador, uma espécie de Wolf do Pulp Fiction que esteve sempre lá quando era preciso música e que nos faz sentir grandes porque está do nosso lado e pequenos quando ao lado de talento destes. O Nuno e a Sónia são dos The Gift e o Paulo está agora a solo mas tem os Plaza e em tempos idos os Turbojunkie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo correr bem vão ouvir falar muito deste projecto de amigos e amantes de música verdadeira e de agitar as àguas paradas em prol da qualidade e da modernidade. Se estão curiosos visitem este link: &lt;a href="http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1175736&amp;amp;seccao=M%FAsica"&gt;http://dn.sapo.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=1175736&amp;amp;seccao=M%FAsica&lt;/a&gt;, já levanta o véu um bocadinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mim, que sofro de melancolia, calhou-me interpretar um fado cujo poema foi feito pelo punho e dor da própria Amália e que me colheu de surpresa tal a sua força, intensidade e cofre aberto. Pelo que para aqui o transplanto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio&lt;br /&gt;Do silêncio faço um grito&lt;br /&gt;E o corpo todo me dói&lt;br /&gt;Deixai-me chorar um pouco&lt;br /&gt;De sombra a sombra&lt;br /&gt;Há um céu tão recolhido&lt;br /&gt;De sombra a sombra&lt;br /&gt;Já lhe perdi o sentido&lt;br /&gt;Ó céu&lt;br /&gt;Aqui me falta a luz&lt;br /&gt;Aqui me falta uma estrela&lt;br /&gt;Chora-se mais&lt;br /&gt;Quando se vive atrás d'ela&lt;br /&gt;E eu&lt;br /&gt;A quem o céu esqueceu&lt;br /&gt;Sou a que o mundo perdeu&lt;br /&gt;Só choro agora&lt;br /&gt;Que quem morre já não chora&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidão&lt;br /&gt;Que nem mesmo essa é inteira&lt;br /&gt;Há sempre uma companheira&lt;br /&gt;Uma profunda amargura&lt;br /&gt;Ai solidão&lt;br /&gt;Quem fora escorpião&lt;br /&gt;Ai solidão&lt;br /&gt;E se mordera a cabeça&lt;br /&gt;Adeus&lt;br /&gt;Já fui p'ra além da vida&lt;br /&gt;Do que já fui tenho sede&lt;br /&gt;Sou sombra triste&lt;br /&gt;Encostada a uma parede&lt;br /&gt;Adeus&lt;br /&gt;Vida que tanto duras&lt;br /&gt;Vem morte que tanto tardas&lt;br /&gt;Ai como dói&lt;br /&gt;A solidão quase loucura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o poema do fado interpretado no funeral da Amália. Os seus versos estão compilados num livro Versos pela Cotovia. O disco sai dia 27 de Abril.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-7046339054183202886?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/7046339054183202886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=7046339054183202886' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/7046339054183202886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/7046339054183202886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/03/amalia-hoje.html' title='Amália Hoje'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-98534518855373054</id><published>2009-03-13T06:59:00.001-07:00</published><updated>2009-03-13T07:04:34.393-07:00</updated><title type='text'>Algumas viagens sem ti</title><content type='html'>Outro da gaveta com a tua permissão :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dortmund&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regresso.&lt;br /&gt;O hálito de schnaaps corre na rua da estação, um rio arrastando as réstias das tribos em súplica de ar, com as cabeças levantadas ao céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fumo de um cigarro de um total de quarenta, cordilheira de nuvens de um negro mais profundo que o dos céus, gravada como carvões por usar, tinta negra sobre papel negro.&lt;br /&gt;Nós, entre todos sozinhos na desilusão de voltarmos e encontrarmos tudo na mesma apesar de todos se terem dado bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo sucesso de cabelos de meses no chão, a mesma roupa da cama, as nódoas nos mesmos sítios, as cidadelas de bichos no lavatório da cozinha, por dentro das paredes, correndo rente às portas, no branco falso do tecto. Sucesso que não me deixa em paz, de pessoas a utilizar, o cheiro de café pegado aos dentes, o trilho sem parar do comboio cortando a neve, indo a parte alguma, as casinhas amontoadas com pessoas lá dentro agachadas perante quem chega no sopro do Verão Alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva dá-nos nas costas dizendo-nos adeus, até à próxima maré que traga os nossos despejos até à cidade que vive no nosso nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vingança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugestão para dia 19, próxima Sexta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debate e semana temática de celebração do bicentenário de Edgar Allan Poe. &lt;a href="http://www.fl.ul.pt/poe_gothic_creativity/" target="_blank"&gt;http://www.fl.ul.pt/poe_gothic_creativity/&lt;/a&gt; Dia 19 de Março: 18h15-20h00: Arte Fantástica em Portugal (com António de Macedo, Fernando Ribeiro, Filipe Abranches, Filipe Melo, Maria Antónia Lima, Paula Ribeiro) I Fantastic Art in Portugal (with António de Macedo, Fernando Ribeiro, Filipe Abranches, Filipe Melo, Maria Antónia Lima, Paula Ribeiro) – Casa Fernando Pessoa apareçam, divulguem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-98534518855373054?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/98534518855373054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=98534518855373054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/98534518855373054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/98534518855373054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/03/algumas-viagens-sem-ti.html' title='Algumas viagens sem ti'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-784940435995059771</id><published>2009-03-05T13:05:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T13:29:38.912-08:00</updated><title type='text'>Parque Central</title><content type='html'>Eu também já me tinha esquecido e por isso vocês não podiam,por isso saber. Uma vez, de regresso de uma tour com a banda pelos EUA, fui acometido de um &lt;em&gt;jet-lag&lt;/em&gt; intenso que durou quase duas semanas e me fazia acordar pelas 6.30, 7.00 da manhã. Tu ias trabalhar e eu ia escrever para o parque. Nesse parque a essa hora pouco mais havia que os velhotes a passearem lentos e as pessoas velozes a ignorarem-nos na marcha impediosa da vida. Observei mais do que escrevi mas tenho uma nostalgia hoje dessas alturas mas não desse tempo. E não era por ter de acordar cedo. Não conseguia dormir. Passados anos e dores, ganhei esse direito. O meu pudor era diferente na altura. Ainda sinto alguma vergonha de ir para um parque, com um bloco e apontar escritas. É entrar sem respirar naquela poesia que me arrepia: a do estar sempre a escrever mesmo sem saber porquê. Esse pudor esmagava-o aos poucos num blog que tive mas que não mostrei a ninguém. Sobra dele um print screen guardado algures numa memória mais ou menos portátil e alguns textos que evoco agora na abertura deste cofre:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Park views ( a observação dos cisnes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-&lt;br /&gt;Quem o vir tão sossegado, a ler e a escrever, tomando a sua cerveja fria, enojado do fumo desde que deixou de engolir ele próprio e das nódoas da mesa que são as mesmas de há anos, não imagina que ele é um demónio malvado, conspirando para derrubar a ordem do mundo e terminar de forma rápida e violenta com a vida de todos que o observam.&lt;br /&gt;As cadeiras arrastam um pouco no chão quando os corpos tombam licenciosamente fulminados pelo seu olhar levantado.&lt;br /&gt;O empregado tardio aparece com um grande balde e com uma esfregona para limpar o sangue empapado no chão e seco nas paredes.&lt;br /&gt;Ele levanta-se, paga sorrindo ao empregado, deixa uma enorme gorjeta e sai não se esquecendo de pedir licença a cada corpo morto que se atravessa no seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-&lt;br /&gt;O cabelo é vermelho e fala ao telemóvel com o rasgado sorriso do poder sexual. Passa por mim e assusta-me. Uma criança atrás agarra-lhe a mão livre. Ouço-a a combinar o holocausto para mais logo, depois da noite da barriga cheia, num quarto qualquer dos subúrbios a explodir do calor da maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3-&lt;br /&gt;(gazela)&lt;br /&gt;Tem um risco enigmático à maneira egípcia em cada olho e não repara em mim pela segunda vez hoje. Não sei o que a faz fugir para tão longe e tão velozmente. Talvez seja o medo que trago aguado nos meus olhos pesados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4-&lt;br /&gt;"Aí não!"- "Vamos um pouco mais aqui para o lado, para a sombra da carne que nos resguardará dos olhares envelhecidos do passado."&lt;br /&gt;"Deixa caírem as tuas pernas sobre as minhas e deixa os nossos calores tocarem-se."&lt;br /&gt;"Seremos memórias manchadas quando a noite cair. Eu nas tuas mãos. Tu nos meus lençóis. Nós no último suspiro do velhote que nos observava oculto no trono do seu jardim."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-784940435995059771?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/784940435995059771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=784940435995059771' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/784940435995059771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/784940435995059771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/03/parque-central.html' title='Parque Central'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-6064261642899801154</id><published>2009-02-27T08:08:00.000-08:00</published><updated>2009-02-27T09:50:47.549-08:00</updated><title type='text'>Preâmbulo roubado de lanças</title><content type='html'>Há sempre poemas que ficam de fora, sabe-se porquê e sabe-se lá porquê, dos livros. A economia, a edição, a força do livro, tudo aquilo que nos ultrapassa pela direita e nos faz esquecer a arte na obra e pensar mais na sua equilibrada comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o caso deste poema que poderia ser mais um vulto nos Diálogos. Bem haja o arrependimento :) Bom fim de semana!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Preâmbulo roubado de lanças&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Preâmbulo roubado de lanças&lt;br /&gt;Que furam as pálpebras impondo&lt;br /&gt;A primeira luz&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O dia entra na cidade pelo lado do rio&lt;br /&gt;Estilhaçando as vidraças que nos protegiam&lt;br /&gt;no escuro&lt;br /&gt;Reviram-se as torres de carne&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;à procura de quem ficou na noite&lt;br /&gt;Queimam no chão os restos frios&lt;br /&gt;de quem amou, de quem acabou de acabar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Logo pela manhã enquanto as pessoas sobem e descem &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;a rua roubada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;teimo contigo de que te amo mais &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;do que aquilo que possas compreender&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://s129.photobucket.com/albums/p220/fernandomoon/?action=view&amp;amp;current=fernando1.jpg" target="_blank"&gt;&lt;img style="WIDTH: 452px; HEIGHT: 280px" height="430" alt="Photobucket" src="http://i129.photobucket.com/albums/p220/fernandomoon/fernando1.jpg" width="219" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;post scriptum/curiosidade: &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;PRÉMIO DA CRÍTICA 2008&lt;br /&gt;A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu o Prémio da Crítica, relativo ao ano de 2008, a João Brites pela criação de Saga - Ópera extravagante.O júri foi constituído por Ana Pais, Constança Carvalho Homem, João Carneiro, Maria Helena Serôdio e Rui Pina Coelho.O mesmo júri decidiu ainda atribuir três Menções Especiais, respectivamente, à actriz Carla Galvão, ao encenador Miguel Loureiro, e ao encenador Nuno Cardoso.A cerimónia da entrega destes prémios realiza-se no próximo dia 23 de Março (segunda-feira), no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz (Lisboa), às 19h, sendo livre a entrada. Para quem não sabe participei neste espectáculo na personagem Deus Pirata. Fico feliz por todos os que deram tudo neste espetáculo, elenco, o Bando, Banda da Armada, Jorge Salgueiro, a equipa técnica e todos quanto foram ver!!!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-6064261642899801154?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/6064261642899801154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=6064261642899801154' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6064261642899801154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6064261642899801154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/02/preambulo-roubado-de-lancas.html' title='Preâmbulo roubado de lanças'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-548047236815857862</id><published>2009-02-19T16:12:00.000-08:00</published><updated>2009-02-20T03:18:59.154-08:00</updated><title type='text'>Primeiras impressões</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZ4ACt5H5cI/AAAAAAAAAAw/KqXAfacpZmQ/s1600-h/primo+poema.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304677457767949762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 242px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZ4ACt5H5cI/AAAAAAAAAAw/KqXAfacpZmQ/s320/primo+poema.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A primeira vez que apresentei um livro, em 2001, não sabia o que me esperava. Foi na Fnac do Chiado em 2001, estava lá, para meu feliz terror, muita, muita gente, cheguei atrasado, não conseguia estacionar o carro e passei por todas as peripécias possíveis. Em todo o caso não posso dizer que estava totalmente às escuras: se houve algo que intui nessa altura é que tal como quando se conhece uma pessoa, a primeira impressão é muito importante e há que saber rentabilizá-la com graça e espírito. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na minha primeira apresentação usei, se a memória não me atraiçoa em demasia, usei Eugénio de Andrade para dizer que "toda a poesia é luminosa mesmo a mais obscura" e Eça, para justificar o meu livro e a sua partilha/publicação, com aquele ditame "galego" do homem que partilha o quarto e a sua história pessoal em &lt;em&gt;Singularidades de uma rapariga loura&lt;/em&gt; (o novo filme de Manoel de Oliveira que me terá como ávido e curioso espectador".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na apresentação das Feridas já tive ao meu lado o meu amigo José Luis Peixoto e, por vezes, o Jorge Reis-Sá e o Valter Hugo Mãe. Costinhas quentes protegidas pelo poema de Padrón e a perda da timidez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A apresentação do Diálogo de Vultos, a primeira, na Fnac do Chiado foi bem mais atribulada emocionalmente e nem todas as tentativas para segurar dentro de mim a força deste livro perante uma audiência foram bem sucedidas. Livraram-me de males piores a minha amiga Bárbara (Guimarães), um público surpreendido pela minha humanidade, talvez,mas muito caloroso e o filme intenso da minha amiga Dora Carvalhas pontuado pela música adequada e profunda do meu amigo de longa data Luís Lamelas/Euthymia e a minha voz lendo dos Diálogos. (ver video em blog)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seguiram-se apresentações várias sempre com a generosidade de pessoas como a minha prima Rita Baleiro, da Universidade do Algarve, ou a única e inimitável professora de Barcelos, a minha querida Fátima Aetheria, em Braga e em Barcelos, forças a adicionar aos vultos apresentados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na contabilidade das impressões, foram muitos os locais, as ocasiões, os sentimentos. Houve espaço ao humor e ao amor e à dor em ambos. Numa apresentação num festival de cinema deu para brilhar com uma anedota (Duas cabras estão a comer a pélícula de um filme. Pergunta uma à outra: "E que tal?". Resposta: "Bah! Gostei mais do livro."); noutra do Antídoto (livro disco dos Moonspell e José Luís Peixoto) convites para ir a Cabo Verde (nunca fomos) e epítetos de "bébes de Abril"; ressacas na Madeira, enfim tudo um mundo de impressões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sei se para aligeirar o peso dos vultos comecei a ler/enquadrar as apresentações com a divulgação do meu primeiro poema que escrevi em 1991-1992 (11ºano) quase como numa aposta com uma Professora de Psicologia, para ter uma nota melhor (resultou!) e constituia o &lt;em&gt;grand finale &lt;/em&gt;de uma aula/trabalho de grupo sobre o suicidio. Este era lido ao som do Adágio para cordas de Samuel Barber (uma das minhas peças musicais) e toda a aula era diferente e down, com excertos de filmes como o Clube dos poetas mortos (Peter Weir) ou Videodrome (Cronenberg), um momento estranho até mas que deu não só para subir a nota como para causar uma impressão em quem lá esteve.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rezava assim o poema: (texto non varieteur :) - com as rimas próprias dos sweet seventeen)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Não encontrei a beleza&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;na morte da natureza&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;na humana omissão&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;na derradeira confissão&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;no eterno recalcamento&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;no asifixiar do sentimento&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A espiral humana da cobardia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;que venera a hipocrisia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;encontram em nós- descrentes-que pomos fim à vida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;escape para as torrentes - um escape suicida.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O esforço inglório da vida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;nas mãos do herói do século XX termina&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;o esforço inglório da vida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;termina às mãos do suicida&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;que tremem diante do mistério&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;que enchem sem cessar o necrotério (!)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Para onde irei? - o dilema eterno&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;só sei que abandonarei o real inferno&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;o paraíso perdido é já uma certeza&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;eu só quero encontrar a beleza&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E tinha este aspecto que vem no canto superior esquerdo do post. É um manuscrito original. Durou até hoje :)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Obrigado a todos quanto comentaram, continuem a abrir o cofre, até para a semana, bom fim de semana!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-548047236815857862?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/548047236815857862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=548047236815857862' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/548047236815857862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/548047236815857862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/02/primeiras-impressoes.html' title='Primeiras impressões'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZ4ACt5H5cI/AAAAAAAAAAw/KqXAfacpZmQ/s72-c/primo+poema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-6948229098751219664</id><published>2009-02-14T11:50:00.001-08:00</published><updated>2009-02-14T17:16:59.199-08:00</updated><title type='text'>Abandonado jardim</title><content type='html'>Criei este blog em 2007 mas, por razões diversas - raiando desde a falta de tempo e organzização até ao excesso ou absoluto defeito de assunto/poema, depressa o abandonei. Continuei, no entanto, a nutrir por ele aquela espécie de carinho que se tem pelos jardins meio perdidos ou também eles abandonados, que são tristes mas tão bonitos que doem e que apetece visitar para nos perdermos na saudável melancolia que cresce nas ervas desalinhadas. Estive a semana passada no Jardim Botânico de Lisboa e por lá pensei nisto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegado a casa, pausa forçada para recuperar da excisão de um lipoma, apeteceu-me repovoar este jardim com palavras e o tornar um pouco mais vivo, no sentido de activo, mas sem perder o tino melancólico que é a essência e a chave do cofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero pedir desculpas a todos que aqui em vão vieram e em vão seguiram, prometendo, para já, contactar quem comentou neste blog e fazer um bocadinho de divulgação, de modo a trocarmos palavras e sentimentos perante as mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo quase impossível escolher um disco ou livro preferido, tenho a sorte de saber apontar com exactidão quem é o meu poeta preferido e maior influência quando me sento a escrever poemas meus: o seu nome é Justo Jorge Padrón, nasceu nas Canárias em 1943 e publicou pela primeira vez em 1969. A sua poesia é, para mim, perfeita no timbre, na cor, no tema, na alma e no corpo. Não tem um site oficial mas este &lt;a href="http://amediavoz.com/padron.htm"&gt;http://amediavoz.com/padron.htm&lt;/a&gt; faz-lhe as honras possíveis. Inspiro-me muito nas suas palavras e nos caminhos que estas tomam e aquando da apresentação do meu segundo livro &lt;strong&gt;As Feridas Essenciais&lt;/strong&gt; utilizava ( e não era um recurso de à falta de melhor) o seguinte excerto de um poema seu sobre o poema/acto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mais que um filho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um filho, é um escravo, o poema.&lt;br /&gt;É parte dos teus sonhos indomáveis,&lt;br /&gt;Um farrapo da tua alma sucessiva,&lt;br /&gt;Um monte de palavras que salva a tua memória&lt;br /&gt;Dos momentos plenos do deserto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes é o eco incompreendido&lt;br /&gt;Da tua própria consciência ou de outro sangue&lt;br /&gt;Que em ti palpita sem que tu o saibas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poema é um corpo abstracto, talvez um ser&lt;br /&gt;Misterioso de que és o seu deus único.&lt;br /&gt;Podes embelezá-lo ou deformá-lo&lt;br /&gt;Com a perversidade de um tortuoso castigo&lt;br /&gt;Até torná-lo céptico, canalha ou taciturno,&lt;br /&gt;Perante a lucidez dura de teus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há poemas obscuros e assassinos&lt;br /&gt;que nos espiam com a sua adaga levantada&lt;br /&gt;há outros juvenis, tersos, apaixonados,&lt;br /&gt;cuja directa luz desnuda o fogo.&lt;br /&gt;Também os há ociosos, brigões, lascivos,&lt;br /&gt;Curiosos ou ignorantes que perguntam&lt;br /&gt;Sem que jamais possamos responder-lhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um poema é, enfim, um látego desditoso&lt;br /&gt;Uma alma solitária trespassada de repente&lt;br /&gt;Pela densa dor que o convoca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JJ Padrón&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;A Teorema publica Padrón em Portugal, a tradução é superior, se bem que o original castelhano seja límpido como poucos e também as traduções Inglesas são de primeira àgua. Leiam Padrón e mudem a vossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num registo mais mundano espero que este blog ganhe as asas de uma audiência e que se legitime, em beleza, a comunicação pretendida. Todos os meus livros, inclusive o último &lt;strong&gt;Diálogo de Vultos&lt;/strong&gt; foram reeditados pelas Quasi e podem encontrá-los (andaram desparecidos das lojas, bem sei...) em &lt;a href="http://www.quasi.com.pt/"&gt;http://www.quasi.com.pt/&lt;/a&gt; Também lhes podem escrever e indagar da livraria mais próxima que os tenha para venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve para mais "dor convocada."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-6948229098751219664?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/6948229098751219664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=6948229098751219664' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6948229098751219664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6948229098751219664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2009/02/mais-que-um-filho-mais-que-um-filho-e.html' title='Abandonado jardim'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-4984702148868489805</id><published>2007-11-22T04:59:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T05:00:42.726-08:00</updated><title type='text'>Comentário online da apresentação na Moita</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=130752&amp;amp;mostra=2" target="_blank"&gt;http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=130752&amp;amp;mostra=2&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-4984702148868489805?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/4984702148868489805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=4984702148868489805' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/4984702148868489805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/4984702148868489805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2007/11/comentrio-online-da-apresentao-na-moita.html' title='Comentário online da apresentação na Moita'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-3835191760132864156</id><published>2007-11-17T09:03:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T09:59:47.164-08:00</updated><title type='text'>Vultos apresentados</title><content type='html'>Regressado de uma noite fria mas pleno da oferta de genuíno calor humano de quem compareceu ontem na Biblioteca Bento Jesus Caraça, à Moita, Sul do Tejo, sinto que é hora de este blogue voltar à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Diálogo de Vultos conta agora com cinco apresentações: primeiro visitei as Fnacs, respectivamente Chiado/Lisboa, Guia/Algarve, Sta.Catarina/Porto e Coimbra. Depois foi a vez de Aveiro, juntamente com o José Luis (Peixoto) no Mercado Negro/festa da Elegy. Ontem, a Moita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as apresentações foram diferentes. No entanto, todas foram tocadas pela emoção, via única que se tomou para falar deste livro com a dignidade de sentimento que ele exige e merece. Para quem não esteve, documento aqui as emoções passíveis dessa cristalização. As outras ainda flutuam por aí, no ar espesso à minha volta, na subida e descida interior do meu sangue e de tudo quanto ele carrega para a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Chiado, tive o privilégio de poder contar com a presença preciosa da minha amiga Bárbara (Guimarães) e do meu editor Jorge Reis-Sá. Foi uma apresentação arrancada ao meu fundo, com muito nervosismo à mistura e alguma emoção evadida das carapaças que lhe tentei impôr, por protecção, por vontade em me fazer entender, por pura comoção. Também foi a apresentação da verdade nua e crua de como este livro mexe comigo e dos resultados dessa inevitável poeira caindo na pele do interior e cobrindo-a por completo. Foi a primeira! Agradeço à Barbara, que convidei pelo respeito e amizade que lhe tenho, por ela gostar genuinamente daquilo que escrevo, pela admiração da sua capacidade de estar com verdade nos registos que adopta como seus e por trazer a sua experiência dos meus poemas que pesam e partilhá-la comigo e com os presentes de uma forma tão natural e descomprometida como a dor que habita os diálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Algarve a Rita (Baleiro), professora na Universidade do Algarve e familiar querida, deu-me a honra de se colocar na minha pele com um texto lindissimo, frágil e cheio de força a uma voz. Este livro é um livro que se vive, viveu ou irá viver-se. É imorredoura a sensação da dor e da luz que é amar de verdade, sanguineamente e sanguinariamente. As palavras escritas e ditas da Rita (que aqui conto apresentar em breve) souberam, como poucas, dizê-lo e saber que um livro pode originar tais sequências, deixou-me, mais uma vez, realizado. Um agradecimento à Rita por me guiar nesse reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Porto, e com o multiplicar das apresentações, as emoções surgiram mais controladas mas nem por isso menos selvagens. Quanto muito mais passíveis de transmissão, dando assim ainda mais significado a estes encontros. Convidei uma pessoa que conheci por ela gostar e Moonspell e por se saber destacar com elegância e força entre os muitos que também seguem e vivem o nosso trabalho. A Fátima Inácio Gomes, professora daquelas que deveriam ser confirmadas como moldes ideais da profissão pelos legisladores, aka Aetheria percorreu a história das minhas palavras e sensações poéticas, usando da sua experiência e sensibilidade para capturar a atenção mais reconhecida do auditório. E fê-lo de tal maneira que a mim me bastava carregar play no filme dos Vultos para encerrar a hora. Por esse protagonismo sincero e muito bem-vindo fica o meu sincero obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Coimbra, cidade que dorme cada vez mais perante o seu papel de líder da nossa salvação cultural e artística, coube-me a solidão da apresentação que fiz perante alguns amigos do coração, alguns seguidores atentos, poucos curiosos e pessoas de ocasiões outras. Mas mesmo assim a coisa foi, deu-me motivo de conversa e de satisfação e a noite de Coimbra, pelo menos essa, mesmo que curta nas pontas do meu tempo, ainda continua vibrante mesmo na mais franciscana das esplanadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Aveiro esperava-me a mim e ao meu aliado uma casa cheia de gente e de perguntas. Ainda bem. Foi das apresentações mais participadas, em que se via muita gente que tinha vindo para partilhar mais do que se sentar a olhar para quem os olha de volta muitas vezes sem os conseguir ver como eles merecem. Um agradecimento a quem fez parte dessa dinâmica e ao Pedro, ao Paulo, à cada vez mais importante Elegy Ibérica um abraço e um agradecimento pela oportunidade de levar as nossas emoções às dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Moita (sim pode dizer-se assim, confirmei!) fui recebido, como disse, com a simpatia do costume apesar do meu inevitável atraso provocado pelas outras criações. Foi talvez a apresentação mais sólida, o discurso esteve fluido, a atenção pura, e os momentos sucederam-se no tempo e no sentimento certo. Quem compareceu fez perguntas bem interessante e espero ter respondido com o valor que as questões definitivamente mereciam. Tinha saudade de visitar o ambiente de biblioteca (e esta biblioteca só tem um defeito, não ser à esquina da minha rua!) e agradeço à Rosa Lia, ao staff da Biblioteca, a Exma Vereadora Vivina e a todos quanto compuseram e bem o auditório, por me terem satisfeito o desejo de conversa como ela deve ser: equalitária, solta e emotiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido para mim simplesmente magnifico ter tido todas estas oportunidades de apresentar o meu livro. Não temo falar sobre ele. Se assim  fosse não o teria comunicado pela publicação. Tenho encontrado um grande respeito e gosto por estes diálogos em toda a parte e pretendo apresentá-lo mais vezes assim o tempo mo permita e utilizarei este blogue para vos dar conta desses eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho lido sempre o primeiro poema que escrevi e contado a história do mesmo (que envolve uma professora de Psicologia do 11º ano e a batalha pelas médias). Num dos próximos posts irei publicá-lo aqui para vossa consulta, pedindo-vos que se relembrem da idade da peça (17 anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido passado um filme criado pela Dora Carvalhas com leituras minhas, banda sonora de Euthymia sobre fotos de Ricardo Bernardo e Patrícia A. Também conto em breve colocar aqui um link para seu visionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando agradecendo à Patrícia A., à Bárbara, à Rita, à Fátima, à Dora, ao Luis L., ao Ricardo Bernardo, às Quasi nas pessoas da Ângela e do Jorge, e a todos os locais e promotores acima citados bem como a toda a gente que apareceu nas apresentações, por tudo o quanto trouxeram e acrescentaram a estes vultos que dialogam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve para mais documentos da sombra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-3835191760132864156?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/3835191760132864156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=3835191760132864156' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3835191760132864156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/3835191760132864156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2007/11/vultos-apresentados.html' title='Vultos apresentados'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-2446140033156012698</id><published>2007-07-11T16:58:00.000-07:00</published><updated>2007-07-12T08:11:34.046-07:00</updated><title type='text'>Apresentações e promoções</title><content type='html'>É já na Sexta 13 que começam as apresentações dos Diálogos. Conto com o vosso apoio para recortarmos as sombras juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também começou a promoção do livro e os mais atentos a estas coisas podem ler/consultar/ouvir/ver:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13/7 9.30 manhãs das 3 (com passatempo)&lt;br /&gt;13/7 Destak jornal gratuito (entrevista)&lt;br /&gt;13/7 Alta Tensão António Freitas antena3 1.00&lt;br /&gt;14/7 jose luis peixoto entrevista fernando para o top + (possibilidade de ser só dia 22 também)&lt;br /&gt;15/7 RNA programa escrita em dia 91.2 &lt;a href="http://www.rna.pt/"&gt;http://www.rna.pt/&lt;/a&gt; a partir das 16.50&lt;br /&gt;18/7 entrevista revista Focus&lt;br /&gt;22/7 progama Santos da casa RUC 19.30 Coimbra &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.ruc.pt/emissao.php" target="_blank"&gt;http://www.ruc.pt/emissao.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lusa.pt/"&gt;http://www.lusa.pt/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outros que actualizarei aqui conforme souber/puder. Morfeus chama...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-2446140033156012698?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/2446140033156012698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=2446140033156012698' title='16 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2446140033156012698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/2446140033156012698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2007/07/apresentaes-e-promoes.html' title='Apresentações e promoções'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>16</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-7399830265661471357</id><published>2007-06-14T06:42:00.000-07:00</published><updated>2007-06-14T06:47:18.415-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket" src="http://i129.photobucket.com/albums/p220/fernandomoon/Flyer-Dialogo-Vultos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto com a vossa presença e divulgação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JULHO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FNAC LISBOA ,SEXTA, 13, 19H&lt;/strong&gt;, com apresentação de Bárbara Guimarães, apresentadora de Páginas Soltas (SICn).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FNAC ALGARVE, DOMINGO&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;15, 17.30&lt;/strong&gt; com apresentação de Rita Baleiro, Profª da UALG.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FNAC STA CATARINA, PORTO, SEXTA, 20, 18.30.&lt;br /&gt;FNAC COIMBRA, SÁBADO 21, 21.30.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Todas as apresentações contarão com a exibição de um curto video/animação alusivo ao livro bem como a leitura de alguns poemas e sessão de autógrafos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-7399830265661471357?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/7399830265661471357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=7399830265661471357' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/7399830265661471357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/7399830265661471357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2007/06/conto-com-vossa-presena-e-divulgao.html' title=''/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-1786132318150165784</id><published>2007-06-05T16:39:00.000-07:00</published><updated>2007-06-05T18:42:43.412-07:00</updated><title type='text'>Lisboa e Porto- impressões</title><content type='html'>As sessões de autógrafos na Feira do Livro de Lisboa e Porto foram um sucesso! Obrigado a todos que tiveram a amabilidade de se deslocarem até estas. Conheci muitas pessoas interessantes e interessadas, revi outras, algumas que não via há muito, muito tempo, e fiquei muito honrado e sensibilizado por este contacto tão próximo e genuíno. Estarei talvez a ficar velho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Lisboa a tarde estava óptima, cheguei mais cedo para passear com a família/amigos e me atrever a uma fartura (a terceira desta edição!) e espiolhar uns livros e autores. A Exma. Luísa Ducla Soares honrou o meu velho exemplar de Meu bichinho, meu amor com uma dedicatória assinada e por aí subi, vendo a longa fila do meu amigo JL Peixoto, o escritor mais charmoso da actualidade. Quando desci da minha própria sessão, ele ainda lá estava dando atenção a quem lhe dá vida como autor. Um exemplo pese embora o tivesse de o arrastar para o jantar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de idas e vindas, comecei a assinar e as primeiras pessoas com quem falei foram o Hélder Mestre (ex-atleta que sofreu um acidente que o deixou numa cadeira de rodas) e a Anabela, ambos ex-conterrâneos meus da Brandoa (o meu ex-bairro também...). Tive muito prazer em começar por eles, principalmente o Hélder passou-me valores de força e de respeito e tudo correu com muita naturalidade, como as boas coisas devem ser e parecer. Curioso este passado comum entre provas de atletismo e associativismo, algo que, de alguma maneira, me abriu e fechou, na altura, os horizontes de que precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sessão continuou entre fotos e dedicatórias, um reencontro com o João de Melo, abraços e beijos e terminou como convém a um dia bem passado, regado de boa bebida, sorrisos francos e vozes de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem até ao Porto foi rápida e sem história. O Zé Luís rápido mas seguro ao volante, paragem única para café e despejo urinário (não existe uma maneira boa de o dizer, desculpem) e muita conversa posta em dia. Chegámos, separámo-nos e conquistámos, já que na vertigem das assinaturas, pouco tempo sobrava para grandes conversas, tendo eu preferido ter boas pequenas conversas. Muitos foram os fans e amigos também. Um deles (amigo e espécie de referência) foi o Adolfo que também assinou ao meu lado e posou comigo em meia dúzia de pedidos. Ficámos combinados para o Maldoror em Lisboa, um dos espetáculos que mais antecipo este ano. A Feira do Porto, muito partcipada, tem um quê de claustrofóbico por ser interior. Nesse aspecto a Feira de Lx é mais agradável, apesar de diminuir de ano para ano e de nos relembrar o esquecimento a que o Parque Eduardo VII está votado o resto do ano. Mas as pessoas compensam e como no Porto! Depois de mais fotos, dedicatórias, encontros, reencontros e até desencontros, uma entrevista sem rede à Elegy Ibérica (hold on brothers!) e ao programa Blindagem, mais uns pedidos de desculpas aos nossos amigos que estoicamente aguentaram o "autismo" das assinaturas e rumo a Lisboa, com paragem para a única refeição do dia, contornada às excursões de invasores, ao som de Apse, CD que de fundo às nossas conversas, rolou pelo menos cinco vezes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambas as feiras, não esquecendo a apresentação do segundo volume de contos de H.P.Lovecraft, há uma exacta semana, fui presenteado também com livros, em que participei quer como leitor, autor ou ajudante. Comprei para mim as Memórias do Voltaire, o segundo volume do MAUS de Art Spiegelmann (que adoro!) e as Cidades Ínvisiveis do Calvino, sugestão da Aetheria (tudo promoções). Deixei a meio a Odisseia e com tanta prenda já me deletei com um livro fantástico de poemas da Catarina Nunes de Almeida (Préfloração) editado pela Quasi, devorei, com finalidade, os Estilhaços do Adolfo que escreve canibalmente bem, e revela uma lucidez que invejo (adorei os seus relatos dos passeios com o seu filho Mateus, em Paris) e a cabecear de sono ainda sinto espalhados pelo chão e pelas estantes os outros presentes (A cura de Schopenhauer; a biografia dos Mão Morta; Eis o Homem) que, como um puto, gostaria de brincar com todos ao mesmo tempo. Não dá. Amanhã tenho de ir tirar uns moldes aos meus tímpanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de me ir...um agradecimento particular à Dora Carvalhas, a minha guru dos blogs, que também assina a foto do blog e ao Ricardo Bernardo pela grande capa dos Vultos e fotografia do autor/perfil. Esta semana conto confirmar as sessões de apresentação nas FNAC dos Vultos, para a qual se preparam coisas especiais. Vou também fazer pins do livro tal como para as Feridas. Depois coloco aqui a sua aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thanks for listening!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-1786132318150165784?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/1786132318150165784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=1786132318150165784' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1786132318150165784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1786132318150165784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2007/06/lisboa-e-porto-impresses.html' title='Lisboa e Porto- impressões'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-1465294873278475688</id><published>2007-05-24T04:16:00.000-07:00</published><updated>2007-06-14T06:49:55.608-07:00</updated><title type='text'>Capa livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket" src="http://i129.photobucket.com/albums/p220/fernandomoon/vultos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-1465294873278475688?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/1465294873278475688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=1465294873278475688' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1465294873278475688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/1465294873278475688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2007/05/photo-sharing-and-video-hosting-at.html' title='Capa livro'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5023642420382164506.post-6193172192657741352</id><published>2007-05-24T04:07:00.000-07:00</published><updated>2007-05-24T04:09:17.538-07:00</updated><title type='text'>Sessões de autógrafos</title><content type='html'>Caros amigos/as:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho o prazer de vos convidar para as sessões de autógrafos do meu novolivro de poemas Diálogo de Vultos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Junho(SAB)- Feira do Livro de Lisboa, ao Parque Eduardo VII, pelas 18.30, pavilhão Edições Quasi (143)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Junho(DOM)- Feira do Livro do Porto, Palácio de Cristal, pelas 17.00, na tenda exterior (sessão conjunta com Adolfo Luxúria Canibal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As apresentações oficias do livro serão marcadas em breve para as lojas FNAC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, divulguem e apareçam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Diálogo de vultos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deita-te nua de ti&lt;br /&gt;No mármore frio do meu corpo.&lt;br /&gt;Teus olhos fechados sobre o eclipse dos meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seca os teus lábios&lt;br /&gt;Na feridas dos meus&lt;br /&gt;E deixa-te estar quieta:&lt;br /&gt;Até estas palavras passarem,&lt;br /&gt;Até às sombras se calarem&lt;br /&gt;E o nosso amor silenciar de vez&lt;br /&gt;Este diálogo de vultos.&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5023642420382164506-6193172192657741352?l=ocofreabertopoesia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/feeds/6193172192657741352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5023642420382164506&amp;postID=6193172192657741352' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6193172192657741352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5023642420382164506/posts/default/6193172192657741352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocofreabertopoesia.blogspot.com/2007/05/sesses-de-autgrafos.html' title='Sessões de autógrafos'/><author><name>Fernando Ribeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01717934584097378215</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_UP5U-JagDvA/SZcfziwlb7I/AAAAAAAAAAM/0U47Sd3U3iw/S220/fernando+by+rita+carmo.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry></feed>
