domingo, 13 de fevereiro de 2011

escolha uma opção

ao contrário dos outros,
a fragilidade.

nas ruas corro atrás da vida
o meu tempo medido pelas coisas
que consigo fazer
no regresso lamento
o que ficou por fazer

os lábios tocam o vidro
parece a pele de alguém
que acabou de acordar
quente de um sonho

talvez alguém numa outra rua da Terra
repita os meus passos
num caminhar lento que respira suave
sobre um chão de folhas caídas
no passeio
de volta a casa, alegre talvez
contando as pequenas vitórias
do dia

a cabeça toca a leveza das almofadas
sente-se a liberdade da tarde que parte
fecham-se as janelas da sala
sobre uma tranquilidade maior
que todo o tempo
























compensando o que fica por fazer
no

4 comentários:

Aurora disse...

A beleza, a grandiosidade da Vida, saboreada nos pequenos e deliciosamente frágeis momentos...

Daisy Libório disse...

as pequenas coisas selvagens
ficam no canto, caladas
hoje, é fitar as folhas cadentes
e viver os pés leves, pensamentos
sentir uma vida além
com saborosa cautela...

*hoje te vejo (quase) leve neste seu poema

Rosa Branca disse...

Belo poema.

Depois do nascimento do meu bebé, em Outubro, ando um bocado afastada das rotinas que tinha... concertos agora só de memória. Talvez daqui por uns tempos...

Soube que vieram ao Porto.

...

Bom trabalho!

Rosa Branca

Anônimo disse...

dos tempos que passam ficam apenas imagens, cheiros, lembrancas, as folhas caem e a mare esvazia, e nos ficamos aqui, meros espectadores a ver o inverno chegar.

A. Boyce