segunda-feira, 29 de junho de 2009

Deixar-te cair

Um novo poema meu:


Deixar-te cair.
Deixar-te cair
Para que renasças
Em ti,
E só para ti.

Afastar-me do teu caminho
Tirar os dedos que te tapavam a boca
Com mel e escuridão,
Para que respires
E que no teu respirar
Encontre restos do que foi o meu.

A tua paz será sempre a minha paz.

O teu viver iluminará
Um mundo melhor que o meu
Sei que sou apenas o que de mortal
tem a sombra
Que teu sol projecta.
Nascerás sempre
Mesmo que não seja para mim.

15 comentários:

Ana disse...

Nunca pares de escrever, brinda-nos sempre com esses poemas maravilhosos e com a tua/vossa/nossa música. É um orgulho saber que ainda existem artistas como tu.

beijo

Just me disse...

Quem dera poder cair, para renascer! Infelizmente não consigo encontrar ninguém que persiga os meus sonhos maus e os faça desaparecer!

Obrigado pelas músicas, pela companhia nos momentos de alegria e de dor!

Viva os oboés, aquels que já não tocas desde os dois anos!!!

beijo!

Moonshadow disse...

Que coisas maravilhosas saem dessa tua mão...

Beijo
Filipa

Veronika disse...

As palavras triste... as palavras da vida.
O teu estilo do escrever é ainda muito lindo...

Anônimo disse...

Li o teu último poema a um amigo.
Pedi-lhe para me descrever o que lhe ia na alma, depois desta tua impressão em ambos causada. Ele disse-me:
- são gritos (da alma) que choram um desencontro.

Depois acrescentou:
- tenho ciúmes de quem escreveu isso! Porque essas palavras tocaram-lhe onde eu não chego. E não há distancia que separe a adoração que tenho para si, mas essas palavras chegam onde eu não chego. Ouso perguntar se o que ai está escrito é uma declaração, para si?

Não teimo prolongá-lo mais, deixo-o na incerteza. Digo-lhe apenas que não conheço o autor nos termos a que ele se refere. Mas justifico que lhe mostrei o poema, para poder ouvir (outra vez) aquilo que por sinal já intuía.

Tantas vezes é necessário ouvir na boca dos outros o que, pela via da intuição nos chega antes. Talvez seja uma espécie de medo miudinho, falta de confiança em não deixar-se convencer, para não se enganar.

Vou continuar a ser leitor(a) dos teus versos, vou repetir-me. Porque afinal o que gosto é de ouvir muitas vezes, muitas vezes... palavras vindas de ti.

Fabiano disse...

Apesar de não te conhecer pessoalmente, me identifico muito com tuas palavras. Agradeço pela auto-crítica que seus pensamentos me trazem e pelo poder que suas músicas me proporcionam. Aqui em meu país, só encontrei uma pessoa que decifrasse seus pensamentos (além de mim).
Espero sempre poder ver sua arte por aqui, os Poetas tem seus sentimentos duplicados se comparados aos das outras pessoas.
Congratulações!

Soraya Azevinho disse...

oh!

e não quero dizer nada que possa estragar o que me acabaste de fazer sentir!

starfish disse...

Adorei o poema. Está simples, mas ao mesmo tempo... diz tudo. Talvez seja essa a magia da poesia, o sentido das palavras. E compreendê-lo, claro. Olha, queres ler algo escrito por uma simples amadora? :)

http://starfish-11.blogspot.com/2009/06/textos-ficcao-e-poesia-9_18.html

http://starfish-11.blogspot.com/2009/07/textos-ficcao-e-poesia-12_02.html

São apenas poemas de uma amadora que ainda tem muito para aprender. E acredites ou não, o mundo do metal ajuda-me bastante,sobretudo quando tenho algum bloqueio na escrita. Incluindo as músicas dos Moonspell ;)

Beijinhos

Anônimo disse...

Espantoso como certas palavras nos encontram no momento certo e permitem que leiamos aquilo que não conseguimos deixar fugir em palavras nossas. Foi assim que me senti quando num segundo vasculhava o teu blog, envolta em mil tormentos e eis que me deparo com um perfeito espelho dos meus pensamentos.... Queria apenas dizer obrigado por teres colocado aqui estas palavras no momento certo. Obg
Cristine

Bloody Mary disse...

Fico feliz em encontrar esse seu blog. Sou mais sua fã pelo que você escreve do que pela sua maravilhosa voz e presença no Moonspell.

Este site terá minha visita todos os dias.

Te admiro muito Fernando.

Abraço.

Cristiana Marques disse...

Lendo assim parece fácil deixar alguém partir...Morre-se um pouquinho todos os dias, até ao dia em que estamos mortos muito antes de morrer...

Vera disse...

Amor! É o que obriga ao sacrifício de dar liberdade ao que julgamos ser parte de nós. Deixar que um pedaço da nossa alma parta, deixando o cofre aberto na esperança de que não morra e volte. Se não voltar, nunca nos pertenceu...


Já agora, permite-me que congratule os Moonspell pelo excelente concerto na Amadora. Adorei que tivessem tocado a "Luna", é o nome da minha filha e a música é muito especial para mim. Finalmente, o meu muito obrigada pela cerveja que atiraram do palco! Foi a cereja no topo do bolo ;)
Definitivamente foi uma noite debaixo de um "ganda Moonspell", que foram as únicas palavras que me surgiram aquando da simpática little session de autógrafos e troca de palavras, foi bom ver-te falar no Noddy, a Luna é fã.
Força a todos e continua com a escrita, acabei de encomendar o "Diálogo de Vultos".

Andrea disse...

Querido Fernando,
já muitos anos que eu adoro tanto as suas letras e a música de Moonspell.
E agora descobri as suas poesias.
Aqui na Alemanha nao é possível comprar os seus livros. Mas há pouco tempo atrás consegui pedir pela internet-livraria de Quasi. Já estou muito ansiosa de receber os seus livros.
E já sei que eu vou adorar.
Continue sempre no seu caminho de musica e literatura, é uma coisa muito preciosa. E sempre lembra que com as suas palavras voce toca a alma de muitas pessoas.
Beijo
Andrea

THis Me ... disse...

once in a while i came back here just to read.
estranho como as palavras fermentam entre si e acordam por dentro o que às vezes é triste reconhecer.
o cair por dentro e o cair po fora, o deixar cair... talvez o véu que separa a vida das pessoas, caia como as palavras... as tuas... um bálsamo interior.
u have grown..

daniela disse...

Ninguém deixa cair assim alguém por um assalto louco de altruísmo.. ninguém tira os dedos assim da boca de alguém ,, a não ser para acabar com o seu próprio sufoco.. .