sexta-feira, 17 de julho de 2009

Amsterdão

Descendo nos vapores dos outros
Cegando com as luzes dos outros
Andando sem parar, sem olhar para trás,
Olhando sem parar, andando sem olhar.

Sentamo-nos
Sacos feitos prontos para a partida
Levantamo-nos
Sacos escondidos para a partida
Perguntas às quais não me apetece responder.
Pessoas com quem nunca me apeteceu falar.
Para quê?

Quando passarmos a fronteira à noite estarei um dia mais próximo de ti e longe de todos os outros.

6 comentários:

z.viana disse...

sou doida por moonspell :) admito que nao o fui desde sempre .. mas fartei-me desta musica comercial e resolvi ouvir a banda que tanto me falavam (voçes) fui á fnac comprei o Irreligious" e nao consegui parar de ouvir nunca mais:) !! comprei o teu livro"feridas essençiais" o titulo esta fantastico e o recheio perfeito,quanto a este post pareçe que foi escrito para alguem q gostas muito:) gostei muito! p.s és um senhor da melhor musica que em portugal se faz ..

starfish disse...

Podemos viajar, ir e conhecer novos sitios. Por vezes passamos parte do nosso dia (ou senão todo) rodeado de pessoas que não nos dizem nada... mas o melhor é chegar a casa e estar próximo daqueles que nos são queridos. Sentir o cheiro do lar.

Isso, e dar um concerto a 500 m de casa, não? ;) Pois, sabes que mais? Bem-vindo a casa.

Beijinhos

Veronika disse...

um dia longe dos todos e um dia mais próximo dos todos, quem encontrarás. também de mim, de mim! :)
*o abraço apertadinho, eu arrocho um arrocho* :)

Anônimo disse...

Andamos sempre de olhos abertos e atenção difusa mas cativa aos estimulos circundantes, o movimento das pernas julgam-se rápidas sobre o chão e a distância.

Rumo ao objecto que nos é mais querido, gastam-se as solas do calçado até ficarem polidas as as calçadas. Muitas vezes não olhamos com atenção, mas as pedras que pisamos são afagadas todos os dias pela gentileza de pés que cruzam o pavimento em trajectos rectos e desordeiros, e todos os dias nascem novas rotas em pedra gasta,

todos os dias se constroem geografias da emoção em passadas largas e corrida para chegar lá, ao lugar único onde mora o coração.

Súbito levo a mão à clavícula, mais acima junto ao pescoço. Sinto o sangue quente e sinto o seu pulsar. De certeza que sinto o quanto sou feliz por ser amada, amando-te.

THis Me ... disse...

existem momentos de alma assim... uma leve picada e agreste no fundo, la bem no funfo de algo que nnca se evapora. ha pessoas que juntas ficam unas, outras que se dispersam. e, nessa invasão de sentimentos, abre-se um jardim de leitores atentos.

Klatuu o embuçado disse...

Ena, ena! O poeta erguendo-se da «tumba» do músico!... ;)

Abraço!
P. S. Quando é que te deixas ver? Agora está do good para beber umas cervejas aqui na terrinha...